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21/07/2014 17:26 - Atualizado em 21/07/2014 17:27

Força-tarefa promete regularizar situação de ganeses na Serra gaúcha

Mutirão entre PF e governo do Estado deve começar a acelerar a expedição de documentos provisórios

 Um mutirão para regularizar a situação dos imigrantes ganeses que estão refugiados em Caxias do Sul, na Serra, foi organizado em reunião realizada na tarde desta segunda-feira Serra. Um mutirão deve começar a acelerar a expedição de documentos provisórios e espera dar conta de regularizar a situação de pelo menos 50 imigrantes ainda sem documentação dentro de um prazo de dez dias.

A expectativa é do secretário estadual do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Elomar Feijó, que participou da reunião em Caxias e garantiu a participação da Polícia Federal nos procedimentos necessários para a inclusão dos imigrantes no sistema: a partir da liberação de protocolo de refugiado, os ganeses poderão encaminhar a Carteira de Trabalho (CT) e o Certificado de Pessoa Física (CPF). Logo após, eles serão incluídos no Sistema Nacional de Emprego (Sine), para que possam concorrer a uma vaga no mercado de trabalho.

A prefeitura de Caxias do Sul estima que cerca de 1,9 mil imigrantes africanos – entre ganeses, nigerianos e ugandenses – já passaram pela cidade nos últimos anos. A justificativa para a ampla procura pela região está na questão do pertencimento: quem busca por uma oportunidade em um País novo tende a se aproximar de pontos onde já existam nichos de compatriotas, como no caso atual dos ganeses, que aproveitaram os vistos de turistas possibilitados pela Lei Geral da Copa e agora pedem refúgio no Brasil.

A prefeitura de Caxias garante que a ampla maioria dos imigrantes africanos já é cadastrado junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), e após exigência feita pelo Ministério Público Federal (MPF) também liberou dois médicos, enfermeira e assistente social apenas para atendimento aos imigrantes, que seguem instalados em um salão paroquial da cidade. No total, pelo menos 380 ganeses entraram na cidade nas últimas semanas, dos quais 97 ainda permanecem em um abrigo improvisado junto a um salão paroquial.

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Fonte: Ananda Müller/Rádio Guaíba






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