Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 21/07/2014
  • 23:59

Esforços diplomáticos se intensificam em meio à ofensiva israelense em Gaza

Anistia Internacional pede investigação sobre possíveis crimes de guerra de Israel

Anistia Internacional pede investigação sobre possíveis crimes de guerra de Israel | Foto: Jack Guez/ AFP / CP

Anistia Internacional pede investigação sobre possíveis crimes de guerra de Israel | Foto: Jack Guez/ AFP / CP

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Os esforços diplomáticos se intensificavam na tentativa de alcançar um cessar-fogo em Gaza, ao término de mais um dia de incessantes bombardeios israelenses que aumentaram para mais de 570 o número de palestinos mortos. Cerca de 3,3 mil se feriram.

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No dia seguinte à jornada mais violenta desde o início da guerra, o registro continuou aumentando, com pelo menos 55 palestinos mortos nesta segunda, incluindo 16 crianças, e cerca de 70 corpos encontrados em meio a escombros. Além disso, sete soldados israelenses morreram em combate.

O governo de Benjamin Netanyahu estava determinado a manter suas operações militares aéreas e terrestres em Gaza, controlada pelos islamitas do Hamas, para impedir os disparos de foguetes.

Durante todo o dia, o enclave palestino foi submetido a dezenas de ataques aéreos. No mais letal, um prédio residencial foi atingido, deixando 11 mortos - incluindo cinco crianças. Inúmeros disparos também foram efetuados por tanques. Um hospital foi alvejado e quatro pessoas morreram, de acordo com fontes palestinas. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) condenou esse ataque.

Na noite de domingo, um ataque israelense que tinha como objetivo eliminar um combatente do Hamas em Khan Yunis (sul do território) matou 25 membros da família Abu Jameh, no momento do "iftar", a refeição de quebra do jejum do Ramadã, de acordo com testemunhas e com a ONG israelense B'tselem.

“Possíveis crimes de guerra”

A Anistia Internacional considerou que a manutenção dos bombardeios a residências civis e a destruição de um hospital “se somam a possíveis crimes de guerra que devem ser investigados com urgência” pela comunidade internacional, de forma independente.

Diante dos ataques cada vez mais intensos e da destruição de suas casas, mais de 100 mil habitantes de Gaza que não tinham para onde ir se refugiaram em dezenas de prédios da ONU, onde mulheres e crianças dormem no chão de corredores devido à falta de espaço.

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