Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 23/07/2014
  • 08:26
  • Atualização: 08:37

"Costa Concordia" parte da Ilha de Giglio em direção a Gênova

Dois anos e meio após ter naufragado em frente à ilha toscana, navio faz última viagem

Costa Concordia parte da Ilha de Giglio em direção a Gênova | Foto: Tiziana Fabi / AFP / CP

Costa Concordia parte da Ilha de Giglio em direção a Gênova | Foto: Tiziana Fabi / AFP / CP

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  • AFP

O navio "Costa Concordia", cujo naufrágio em janeiro de 2012 provocou a morte de 32 pessoas, partiu nesta quarta-feira da Ilha de Giglio pouco depois das 11h (6h de Brasília) em direção a Gênova, onde será desmantelado. "O barco avança atualmente a uma velocidade de cerca de dois nós", 3,7 km por hora, afirmou Sergio Girotto, um dos engenheiros responsáveis pela operação de resgate em declarações à rede italiana SkyTG24.

Dois anos e meio depois de ter naufragado em frente à ilha toscana, o enorme cruzeiro de luxo, de 300 metros de comprimento e capacidade para mais de 4.000 passageiros, zarpou para sua última viagem com a proa voltada para o norte da península italiana.

Cerca de 1,5 mil habitantes da ilha comemoraram com aplausos, cantos e apitos a saída do chamado "Titanic do século XXI", enquanto os sinos das igrejas soavam em memória das vítimas do naufrágio.

O navio, que pesa 112 mil toneladas e flutua graças a 30 recipientes repletos de ar que o cercam e que cumprem a função de flutuadores, está sendo rebocado em direção ao porto de Gênova, 280 km ao norte, para ser demolido.

Cercado por 12 embarcações que vigiam a operação, o "Costa Concordia" deve chegar ao porto de Gênova neste sábado, onde será completamente desmantelado "Tudo está se desenvolvendo como o previsto. É um grande dia para a Ilha de Giglio. Mas descansaremos apenas quando chegar a Gênova", declarou Nick Sloane, o sul-africano encarregado desta operação titânica, única na história naval.

Segundo a rota prevista, o navio passará a 25 km da ilha francesa de Córcega e das ilhas italianas Elba e Capraia, esta última na Sardenha.

Este percurso preocupa os habitantes da ilha francesa de Córcega, que temem o derramamento de líquidos tóxicos e de petróleo que ainda se encontram nos depósitos da embarcação.

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