Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 24/07/2014
  • 18:17

Chumbo e cádmio não se desprendem na água quente, garante Sindimate

Contaminação da erva-mate pode ter surgido com chuva ácida ou ser decorrente da utilização de adubos

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

 O Sindicato da Indústria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate) divulgou nota nesta quinta informando ter conhecimento do problema identificado por autoridades de saúde do Uruguai, que tirou do mercado 200 toneladas de erva-mate produzida em território gaúcho. O Ministério da Saúde Pública do país vizinho constatou excesso de chumbo e cádmio.

Em nota, o Sindimate esclarece que foi criada nova legislação para o setor no Mercosul reduzindo a tolerância com metais pesados em alimentos. A norma foi publicada em agosto do ano passado no Brasil. Após tomar conhecimento do embargo, a representação garante que mais de 500 testes já foram realizados. A origem do problema ainda não foi esclarecida, mas pode ter surgido com chuva ácida ou decorrente da utilização de adubos e fertilizantes.

As análises, segundo a nota, apontaram que os metais não se desprendem com a água quente e que só podem ser percebidos na folha seca. A publicação, em nenhum momento, deixa claro se, mesmo assim, o produto provoca ou não algum problema para a saúde.

O Ministério Público criou um grupo de trabalho com o objetivo de identificar falhas na fiscalização e se há mesmo excesso de chumbo e cádmio na erva consumida pelos gaúchos. A expectativa é que em 30 dias o resultado seja conhecido.

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