Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 24/07/2014
  • 23:39
  • Atualização: 00:00

Santa Casa implanta novas regras de segurança após sequestro em maternidade na Capital

Câmeras de vigilância passaram a operar 24h na unidade

Mudanças ocorreram após caso de mulher que sequestrou bebê de maternidade do Complexo da Santa Casa | Foto: Reprodução Polícia Civil / CP

Mudanças ocorreram após caso de mulher que sequestrou bebê de maternidade do Complexo da Santa Casa | Foto: Reprodução Polícia Civil / CP

  • Comentários
  • Rádio Guaíba

 Um mês depois que uma mulher sequestrou um bebê de um dia de vida, na Maternidade Mário Totta, a Santa Casa de Porto Alegre garante que pelo menos seis regras de segurança foram alteradas no local para evitar que situações do tipo se repitam. As mudanças entraram em vigor na segunda-feira passada.

Câmeras de vigilância passaram a operar 24h na unidade, que pertence ao Hospital Santa Clara. Já o acesso, antes feito em duas entradas distintas, foi unificado. Funcionários, equipe médica e alunos só conseguem ingressar na maternidade se fizerem a checagem biométrica ou mostrarem o crachá. Pacientes, pais, acompanhantes e visitantes também passaram a ter o acesso controlado e identificado, com documentação e etiqueta. Horários de visita mudaram, separando os pacientes do SUS e de convênios, com acesso permitido a apenas dois visitantes por vez. Já no momento da alta hospitalar, mãe e filho devem passar por uma checagem tripla de documentação, com o corte da pulseira identificadora antes da saída.

Na semana passada, o Ministério Público denunciou a sequestradora à Justiça. A copeira Luciana Soares Brito, de 39 anos, permanece internada no Hospital Espírita de Porto Alegre. O juiz Sidinei Brzuska determinou que ela seja submetida a um mês de tratamento psiquiátrico por ter sofrido uma tentativa de homicídio do ex-companheiro, já falecido. Um reexame da situação, em metade de agosto, porém, pode mandar a denunciada de volta à Penitenciária Feminina Madre Pelletier, para onde foi levada de início.

Presa junto da menina Bárbara, em uma casa na zona Sul da Capital, dez horas após o sequestro, Luciana foi indiciada por sequestro e cárcere privado qualificado. Em depoimento, ela informou que cometeu o crime sozinha, que perdeu um bebê e ainda se sentia grávida e que queria uma criança para cuidar. A mulher, que já é mãe de cinco filhos, também disse ter sofrido um aborto espontâneo. A investigação ainda espera um laudo da perícia para comprovar essa tese.

Luciana, que se passou por enfermeira, circulou livre pela maternidade usando roupas brancas que tinha em casa, como uma calça, uma touca e um avental. Em um depoimento à Polícia, uma funcionária da Santa Casa relatou que tentou conter a saída da mulher e alertou um segurança, que não agiu a tempo de evitar a fuga, em um táxi.

Bookmark and Share