Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 24/07/2014
  • 23:53
  • Atualização: 01:20

Mulher traída ajuda na denúncia contra ativistas do Rio

Ex-namorada de "Game Over" revelou a polícia as articulações e atos praticados pelos mascarados

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Uma traição amorosa na cúpula da organização rotulada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de quadrilha armada ajudou os investigadores a apurar como agia o grupo responsabilizado pelo comando dos protestos violentos que ocorreram no Rio a partir de junho de 2013. Líder dos manifestantes, Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, é acusada em depoimento de ter roubado o companheiro da ativista Anne Josephine Louise Marie Rosencrantz.

Em represália, a traída reagiu e relatou à polícia as articulações e os atos praticados pelos mascarados, como a tentativa de incendiar a Câmara. O depoimento da estudante Anne Josephine, de 21 anos, foi prestado na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática em 11 de junho. Ela contou manter relacionamento antigo com Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o Game Over, de 25 anos, indiciado que teve a ordem de prisão revogada pela Justiça anteontem. O casal tem um filho de 2 anos.

Desde o ano passado Game Over namora Sininho. Quando ela foi presa em flagrante em outubro, acusada por depredações, o rapaz aparece, em fotografias, abraçando-a. A divulgação da imagem incomodou Anne Josephine, que contou ter ouvido da ativista a confirmação do romance. "Sininho diz que ela e Game Over tinham um romance revolucionário", declarou a depoente. O antagonismo entre Sininho e Anne Josephine acirrou-se nas manifestações.

A estudante contou que a rival costumava criticá-la. "Quando começou a frequentar os atos, Sininho disse que a declarante deveria respeitar a hierarquia do movimento, que teria de conquistar seu espaço e não aproveitar de ser esposa de Game Over", informa a transcrição do depoimento anexado ao volume três do inquérito policial.

Anne Josephine conta à polícia que parte dos manifestantes, entre eles Game Over, impediu que Sininho consumasse o plano de atear fogo ao prédio da Câmara, na Cinelândia (centro do Rio), na noite de 7 de outubro. "Na época em que começaram os atos violentos nos protestos, a declarante viu Sininho mandando manifestantes buscar três galões de gasolina".

Drogas

Ao fim do depoimento, Anne Josephine detalha as funções e o comportamento dos manifestantes apontados pela Polícia Civil como líderes da organização. Afirma ainda ter presenciado o consumo de drogas pelos manifestantes.

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