Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 25/07/2014
  • 11:43
  • Atualização: 11:56

Pai de Sininho afirma que ingressará com ação contra Estado

Para Antonio Sanzi, polícia e juiz cometeram arbitrariedades

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  • Gabriel Jacobsen / Rádio Guaíba

Após 12 dias no complexo penitenciário de Bangu no Rio de Janeiro, a ativista gaúcha Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, foi libertada nessa quinta junto com mais dois manifestantes acusados de atos violentos durante protestos de rua. O também ativista Antonio Sanzi, pai de Sininho, afirma que o devido processo legal não foi cumprido e que a família ingressará com um processo contra o Estado. Para Sanzi, a Polícia Civil carioca e o juiz de primeiro grau que manteve a filha presa cometeram arbitrariedades.

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“Isso já está sendo examinado, inclusive no caso do juiz que são responsabilidades funcionais, de todos aqueles que direta ou indiretamente participaram de todas as arbitrariedades que foram cometidas ao arrepio do Código de Processo Penal desse País. Eu sou o pai dela, eu por mim entrava amanhã com todas as medidas e denúncias, mas eu não posso me comportar agora como pai dela, mas sim como alguém que olha para o que está acontecendo em uma perspectiva nacional de ferimento da democracia”, disse Sanzi.

Ainda segundo ele, a perseguição envolvendo as esferas política, policial e judicial é tão grande que a própria conversa por telefone com a reportagem estaria sendo grampeada. Para reforçar sua tese, Sanzi lembra ainda que os advogados dos ativistas tiveram seus telefones grampeados pela polícia com autorização judicial.

Segundo o pai da ativista, a filha, que foi presa durante estadia em Porto Alegre, seguirá no Rio de Janeiro onde mora, junto da mãe, ajudando na construção da sua defesa judicial. Isto porque, apesar do habeas corpus, Sininho e outros 20 ativistas ainda responderão pelas acusações de formação de quadrilha. Desses, somente três seguiam presos, enquanto os demais eram considerados foragidos.

Outros dois ativistas seguirão presos pela acusação de outro crime: homicídio. A polícia aponta que Fábio Raposo e Caio Silva foram responsáveis pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes. Sobre este evento, Antonio Sanzi garante que a filha e os demais ativistas não têm qualquer relação com os dois suspeitos, que estavam a um quilômetro do centro da manifestação quando explodiu o artefato que matou o cinegrafista.

A reportagem da Rádio Guaíba tentou contato com a polícia carioca para ouvir os delegados que investigam o caso, mas esses se negam a falar com a imprensa.

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