Porto Alegre, terça-feira, 25 de Novembro de 2014

  • 26/07/2014
  • 10:12
  • Atualização: 11:44

Reunião de Paris pede cessar-fogo prolongado em Gaza

Pelo menos 76 corpos foram encontrados entre escombros na Faixa de Gaza

Ministros pediram o cessar-fogo humanitário em vigor em Gaza entre Israel  | Foto: Charles Dharapak / AFP / CP

Ministros pediram o cessar-fogo humanitário em vigor em Gaza entre Israel | Foto: Charles Dharapak / AFP / CP

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  • AFP

Os ministros das Relações Exteriores de Estados Unidos, Turquia, Catar e de vários países europeus pediram neste sábado em Paris que o cessar-fogo humanitário em vigor em Gaza entre Israel e o movimento palestino Hamas seja prolongado. "Esta reunião foi positiva, permitiu chegar a orientações comuns para a ação internacional em favor de um cessar-fogo em Gaza. Todos pedimos às partes uma prolongação do cessar-fogo humanitário em vigor. Todos queremos obter o mais rápido possível um cessar-fogo durável", segundo a declaração lida pelo chanceler francês, Laurent Fabius, ao fim da reunião.

"Todos queremos obter o mais rápido possível um cessar-fogo durável", "que responda ao mesmo tempo às necessidades legítimas israelenses em termos de segurança e às necessidades legítimas palestinas em termos de desenvolvimento sócio-econômico", acrescentou. "Estivemos de acordo na necessidade de associar a Autoridade Palestina com estes objetivos", declarou Fabius, reiterando a "solidariedade de todos os participantes com as "populações civis duramente atingidas pelos combates".

Segundo seus colaboradores, o ministro francês telefonou para seu colega egípcio e para o presidente palestino, Mahmud Abbas, ao fim da reunião para informá-los. Neste encontro, denominado "reunião internacional de apoio ao cessar-fogo humanitário em Gaza", participaram o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, o secretário americano de Estado, John Kerry, e seus colegas britânico, Philip Hammond, alemão, Frank-Walter Streinmeier, italiana, Federica Mogherini, turco, Ahmed Davutoglu, e catariano, Khaled al-Attiya. Por outro lado, o encontro não contou com a presença de Israel, dos palestinos e do Egito, país que tenta mediar o conflito.

"Comemoramos a entrada em vigor de um cessar-fogo, embora temporário, graças aos nossos esforços mútuos destinados a colocar fim à tragédia humanitária em Gaza", havia declarado o ministro turco em sua conta no Twitter. "Se Israel tivesse aceitado a proposta de cessar-fogo que nós preparamos com o Catar, estaríamos negociando um cessar-fogo muito mais durável. Mas a atitude de Israel demonstra que não é sincero em seus esforços de paz", acrescentou. Seu colega alemão, Frank-Walter Steinmeier, explicou que esta reunião não tinha por objetivo buscar "os responsáveis por esta nova escalada" de violência, mas "alcançar uma posição comum segundo a qual é necessário fazer as mortes pararem".

Em uma coletiva de imprensa antes do início da reunião, Steinmeier expressou a esperança de que a trégua humanitária termine "em um cessar-fogo durável". "O elemento principal é como podemos convencer o Hamas que a Faixa de Gaza não pode seguir servindo ao armazenamento de armas por parte do Hamas ou de seu braço armado", disse.

Sob a pressão dos Estados Unidos e do Egito, Israel e o movimento Hamas aceitaram respeitar neste sábado uma trégua de doze horas. Mais de 950 palestinos morreram e 6 mil ficaram feridos, em sua maioria civis, na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelense, no dia 8 de julho, segundo os serviços de socorro locais. Do lado israelense, 37 soldados morreram em combate na Faixa de Gaza e em seus arredores, e dois civis por foguetes lançados por palestinos. Um morteiro também matou um trabalhador agrícola tailandês.

Corpos sob escombros

Neste sábado, ao menos 76 corpos foram encontrados entre os escombros na Faixa de Gaza, segundo um balanço divulgado por equipes de resgate palestinas cinco horas após a entrada em vigor de uma curta trégua humanitária. Os restos mortais foram transferidos a diferentes necrotérios e hospitais, acrescentou a fonte.

Um funcionário israelense citado pelo jornal Haaretz revelou que o cessar-fogo deve permitir o envio de água, alimentos e medicamentos à população na Faixa de Gaza, onde as organizações internacionais poderão entregar ajuda humanitária.


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