Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 26/07/2014
  • 17:32
  • Atualização: 17:37

Corridas de charrete vão de R$ 100 a R$ 5 mil em plena Capital

Cavalos dividem espaço com carros na zona Norte de Porto Alegre

Competição ocorre na Voluntários da Pátria, no bairro Navegantes | Foto: Mauro Schaefer

Competição ocorre na Voluntários da Pátria, no bairro Navegantes | Foto: Mauro Schaefer

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  • Jézica Bruno / Correio do Povo

 Todo domingo, centenas de pessoas, moradoras do bairro Navegantes, em Porto Alegre, encontram diversão de uma maneira diferente. A Voluntários da Pátria vira palco a partir das 11h para corridas de cavalo. Elas ocorriam em área próxima onde hoje está localizada a Arena do Grêmio, mas como o local foi ocupado, a rua virou reduto das charretes.
Os animais entram em cena e dividem o espaço da via com os veículos, sob a vigília dos apostadores. Ao todo, são 30 cavalos, entre eles os de carreira e os matungos que, diariamente, puxam carroças carregadas de resíduos recicláveis. Nem todos competem, apenas quando há apostador. As apostas variam de R$ 100 a R$ 5 mil. Churrasco, cerveja e o tradicional jogo do osso completam a diversão.

O número de corridas varia de acordo com a quantidade de apostas. A disputa ocorre sempre em duplas, no sentido bairro-Centro. A largada é dada pelo juiz, que fica próximo à Arena do Grêmio, dentro de um automóvel. É responsável por observar se a dupla saiu junto e não queimou a largada. Dali, partem acelerados dois cavalos, um em cada charrete.

A disputa se prolonga por 500 metros na direção do vão móvel do Guaíba. Quando um adversário se aproxima, o outro grita com o seu cavalo “vamos”, a fim de fazer o animal a correr mais rápido. O dinheiro que está em jogo é disputado de forma acirrada. No entanto, para apostar, não é necessário ter cavalo. “As pessoas escolhem o animal que acham que vai ganhar. O vencedor fica com todo o dinheiro investido”, explicou o competidor Paulo Roberto.

Ele é dono de um cavalo argentino de 1 ano e 10 meses, batizado de Agüero, em homenagem ao atacante vice-campeão da Copa do Mundo 2014. “Ele perde e ganha, mas o auge mesmo para competir é quando tiver 3 anos”, afirma. No local, é possível observar também a presença de caminhonetes e carros com valor muito superior ao de muitas casas da região. “Vem gente de fora também”, ressalta.

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