Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 26/07/2014
  • 19:20
  • Atualização: 19:38

Carros que caem no Dilúvio são minoria, analisa Cappellari

Acidente deste sábado foi o sexto do ano

Fiat Uno foi o sexto veículo no ano a se envolver em acidente no Arroio Dilúvio | Foto: Samuel Maciel

Fiat Uno foi o sexto veículo no ano a se envolver em acidente no Arroio Dilúvio | Foto: Samuel Maciel

  • Comentários
  • Correio do Povo

Mais um carro caiu no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, na manhã deste sábado. O Fiat Uno é o sexto do ano, o que quase atinge o número de veículos que caíram no local durante os 12 meses de 2013, quando sete sofreram esse tipo de acidente. No primeiro semestre do ano, uma morte foi registrada em junho. Para o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, os veículos que caem no Dilúvio representam uma minoria dos acidentes que acontecem na via. “Anualmente, ocorrem cerca de mil acidentes na Ipiranga e cerca de dez têm como consequência a queda”, afirma.

Segundo Cappellari, a solução está no cumprimento das normas de trânsito. “A maioria das ocorrências são geradas pelo desrespeito à sinalização, alta velocidade ou passagem em sinal vermelho”, observa.

O acidente
O Uno carro colidiu com um Fiesta na avenida Ipiranga, sentido bairro-centro, nas proximidades da rua La Plata, bairro Jardim Botânico. Estavam no Uno uma mulher de 33 anos e um jovem menor de idade, que tiveram apenas escoriações leves e foram levados ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Os envolvidos foram resgatados por um morador de rua, que vive embaixo de uma ponte no cruzamento da Ipiranga com a Euclides da Cunha.

Caetanos


A fim de reduzir o número de acidentes, a empresa está em um processo de licitação para implantar 16 caetanos na Capital. Os equipamentos serão usados para fiscalizar a velocidade, o avanço em sinal vermelho, conversões proibidas e paradas em faixas de segurança.

Cinco serão instalados em cruzamentos com a avenida Ipiranga, escolhidos por meio de um estudo técnico que analisou a quantidade e a gravidade dos acidentes nos locais. São nas avenidas Salvador França (um dos pontos com mais acidentes em toda a cidade), Silva Só, Érico Veríssimo, João Pessoa e Azenha.

Ainda não há uma previsão de quando os caetanos serão instalados pois uma das concorrentes na licitação, que foi desclassificada, entrou com liminar na Justiça para retomar a participação no processo e dessa forma ter sua proposta aberta. Só após a solução desse impasse, o projeto será retomado pela EPTC.

Bookmark and Share