Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 27/07/2014
  • 09:22
  • Atualização: 09:34

Catástrofes marcam transporte aéreo em 2014

Em uma semana ocorreram três tragédias e em sete meses foram mais de 700 vítimas

Voo da TransAsia Airways caiu em meio a um tufão | Foto: Sam Yeh / AFP / CP

Voo da TransAsia Airways caiu em meio a um tufão | Foto: Sam Yeh / AFP / CP

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  • Correio do Povo

Na Líbia, milícias armadas com bazucas lutam pelo controle do principal aeroporto do país. Na África, a região de Sahel está repleta de armas, incluindo restos do sistema de defesa aérea do ex-ditador Muammar Kadhafi. Há uma guerra civil em curso na Síria, em que milhares de soldados desertaram e montaram novos batalhões capazes de derrubar jatos e helicópteros militares. No Iraque,  há a dissidência da Al-Qaeda— que já tomou grandes parcelas do território e tem tomado posse de armas nas regiões que conquista.

As zonas de perigo vão do Oeste da África até a Ásia Central — uma vasta região onde aviões comerciais podem estar em risco. Apesar de especialistas em contraterrorismo afirmarem que o céu é seguro, a queda do avião da Malaysia Airlines recentemente mostra que há perigo em qualquer voo sobre áreas de instabilidade política onde armas sofisticadas estejam disponíveis aos militantes.

Esses riscos foram respaldados pela agência nacional de aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês), que proibiu companhias americanas a voarem para o aeroporto de Tel Aviv, em Israel, por ao menos 24 horas após a explosão de um foguete do Hamas próximo ao local. A FAA também proibiu voos para a Líbia, para o Norte da Etiópia, para a Somália, para a Coreia do Norte, para o Iraque e para o Leste da Ucrânia. Entre os países alvos das restrições, aqueles que têm a probabilidade de possuir armamentos semelhantes ao que teria derrubado o voo MH17 estão Coreia do Norte, Israel e Etiópia, diz  John Pike, diretor do site de informações militares Globalsecurity.org. Mas nesses países o Exército controla o arsenal o que reduz o risco de um disparo acidental.

Em outra lista da FAA que enumera nações que apresentam risco a aviões americanos, estão incluídos Mali, Congo, Quênia, Iêmen, a península do Sinai, no Egito, Síria, Irã e Afeganistão. Entre essas regiões, explica Pike, apenas o Irã, o Egito e a Síria possuem equipamentos antiaéreos sofisticados. Existem suspeitas sobre a possibilidade de a Líbia também ter acesso a esse tipo de armamento.

Com tantos conflitos armados ao redor do mundo, é irreal esperar que as companhias aéreas evitem todas essas regiões, ressalta o especialista em aviação da Rand Corporation Brian Jenkins. “Se houvesse uma regra que simplesmente proibisse ou aconselhasse a não voar sobre regiões de conflito, restringiríamos uma enorme parcela do globo”, diz ele.

Ano trágico

• 08/03: O mistério do voo MH370 - Um Boeing 777, que fazia o voo MH370 da Malaysia Airlines entre Kuala Lumpur e Pequim, com 12 tripulantes e 227 passageiros, desaparece dos radares 50 minutos após a decolagem. Intensas buscas não encontraram o aparelho.

• 17/07: A sina da Malaysia Airlines - O utro Boeing 777 da empresa cai na região de Donetsk, no Leste da Ucrânia, região devastada por um conflito armado entre o governo e os rebeldes pró-Rússia. A bordo do avião estavam 298 pessoas, e todas morreram. O voo MH17 fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur e, segundo os EUA, foi derrubado por um míssil.

• 23/07: Acidente em pleno tufão - Um avião ATR 72-500, da companhia taiuanesa TransAsia Airways, cai devido ao mau tempo na ilha de Penghu, na altura da costa ocidental de Taiwan, matando 48 pessoas. Outras dez sobrevivem. O avião caiu sobre várias casas nas proximidades do aeroporto de Magong após arremeter, quando a região era atingida pelo tufão Matmo. 

• 24/07: Drama no Mali - Um avião da Air Algérie, que partiu de Burkina Faso rumo à Argélia, com 116 pessoas a bordo, cai no Norte do Mali. Todos morreram.

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