Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 27/07/2014
  • 09:49
  • Atualização: 09:57

Hamas aceita trégua humanitária de 24 horas em Gaza

Cessar-fogo começou às 8h deste domingo

Médicos ajudam sobreviventes a evacuar Faixa de Gaza | Foto: Mahmud Hams / AFP / CP

Médicos ajudam sobreviventes a evacuar Faixa de Gaza | Foto: Mahmud Hams / AFP / CP

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  • AFP

O Hamas aceitou uma trégua humanitária de 24 horas a partir das 11h GMT (8h de Brasília) deste domingo, depois que Israel anunciou a retomada de seus ataques na Faixa de Gaza após um cessar-fogo de um dia. "Em resposta à proposta da ONU (...) foi acordado entre os movimentos da Resistência uma trégua humanitária de 24 horas começando às 14h locais", afirmou em um comunicado o porta-voz do movimento islamita palestino, Sami Abu Zuhri.

Pouco antes deste anúncio, o exército israelense havia colocado fim à trégua humanitária que mantinha desde sábado e retomou suas operações em Gaza em resposta aos "tiros incessantes de foguetes por parte do Hamas", segundo um comunicado militar. Não houve reação imediata de Israel ao anúncio de trégua do Hamas, e os ataques contra Gaza prosseguiam, inclusive dentro da Cidade de Gaza. Os novos ataques, que mataram ao menos oito palestinos, ocorreram dez horas depois de Israel anunciar que estava disposto a observar uma trégua durante 24 horas adicionais.

No sábado, os ministros das Relações Exteriores de Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Turquia e Catar reunidos em Paris pediram uma extensão do cessar-fogo humanitário, em vigor em Gaza durante 12 horas. Estes países tentavam encontrar uma forma de colocar fim a 20 dias de violência dentro e nos arredores do enclave palestino que custou a vida de mais de mil palestinos, em sua maioria civis, e de mais de quarenta israelenses, principalmente militares.

Graças a uma decisão do gabinete de segurança israelense de prolongar a pausa nos combates durante 24 horas, em conformidade com um pedido das Nações Unidas, os habitantes de Gaza tiveram sua primeira noite tranquila em três semanas. Mas a decisão israelense não havia sido apoiada pelo Hamas. Este movimento, que controla a Faixa de Gaza, disse inicialmente que não colocaria fim aos seus ataques até que os blindados israelenses se retirassem do enclave palestino. "Nenhum cessar-fogo humanitário é válido se os tanques israelenses não se retirarem da Faixa de Gaza", havia afirmado o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

Trégua tática

Tanto Israel quanto o Hamas respeitaram a trégua de 12 horas no sábado, mas pouco depois militantes do movimento islamita dispararam foguetes e morteiros, um dos quais matou um soldado, indicou o exército. Os foguetes palestinos prosseguiram durante a noite. Ao menos oito projéteis caíram no sul de Israel, enquanto outros dois foram interceptados, disse o exército, ressaltando que não houve resposta militar do Estado hebreu por 12 horas.

O ministro israelense de Inteligência, Yuval Steinitz, se referiu a uma trégua tática. "Em nível diplomático, aceitando a
trégua proposta pela ONU, que foi rejeitada pelo Hamas, nós obtivemos legitimidade para prosseguir com a operação". "Nós continuaremos respeitando a pausa humanitária. Não ocorreram ataques israelenses, apesar dos foguetes", afirmou uma porta-voz. Pouco depois, o Estado hebreu informou que retomava suas operações militares.

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