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27/07/2014 12:03 - Atualizado em 27/07/2014 12:10

Primeiro-ministro de Israel acusa Hamas de não respeitar cessar-fogo

Trégua humanitária de 24 horas foi proposta pela ONU

Trégua humanitária de 24 horas foi proposta pela ONU<br /><b>Crédito: </b> Mohammed Abed / AFP / CP
Trégua humanitária de 24 horas foi proposta pela ONU
Crédito: Mohammed Abed / AFP / CP
Trégua humanitária de 24 horas foi proposta pela ONU
Crédito: Mohammed Abed / AFP / CP

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou neste domingo o movimento islamita palestino Hamas de violar o cessar-fogo que ele mesmo aceitou e afirmou que as operações israelenses em Gaza irão prosseguir, em uma entrevista à rede americana CNN. "Eles estão violando seu próprio cessar-fogo. Sob estas circunstâncias, Israel vai fazer o que for necessário para defender seu povo", declarou Netanyahu.

Mais cedo, o Hamas havia aceitado um cessar-fogo a partir das 11h GMT (8h de Brasília) em resposta a uma iniciativa das Nações Unidas. Repórteres em Gaza, no entanto, disseram que ainda era possível ouvir explosões. Anteriormente, Israel havia dado sua aprovação a um plano de cessar-fogo promovido pelo Egito que não havia sido aceito pelo Hamas, mas Netanyahu mostrou-se pouco entusiasta sobre o último chamado a uma trégua proposto pela ONU neste domingo.

O primeiro-ministro israelense disse à CNN que as forças de seu país continuarão com suas operações para tentar desmantelar a rede de túneis que o Hamas construiu na fronteira e destruir seus depósitos de foguetes.
"Não vou falar sobre uma operação militar específica", disse. "Israel está fazendo o que qualquer outro país faria e o que os Estados Unidos fariam se qualquer parte de seu país estivesse sob fogo e você tivesse 60 ou 90 segundos para chegar a um refúgio", acrescentou. "Claro que queremos deixar de disparar foguetes. Queremos desmantelar o túnel, a rede de túneis terroristas que descobrimos. Não sei se teremos êxito total", admitiu. "Nossos soldados estão nisso agora", disse. 

Mais de 1.050 palestinos morreram em Gaza, em sua grande maioria civis, desde o lançamento da operação "Barreira Protetora", segundo os serviços de urgência locais. Outros 6.000 ficaram feridos. Dois civis israelenses e um agricultor tailandês também faleceram pelos foguetes palestinos. Com as últimas baixas chega a 43 o número total de soldados israelenses mortos nos últimos nove dias.

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Fonte: AFP






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