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28/07/2014 07:59 - Atualizado em 28/07/2014 08:33

Susepe pretende aumentar efetivo de Grupo de Ações Especiais

Gaes poderá receber 1,4 mil novos agentes nos próximos meses

Susepe pretende aumentar efetivo de grupo de Operações Especiais<br /><b>Crédito: </b> Paulo Nunes / CP Memória
Susepe pretende aumentar efetivo de grupo de Operações Especiais
Crédito: Paulo Nunes / CP Memória
Susepe pretende aumentar efetivo de grupo de Operações Especiais
Crédito: Paulo Nunes / CP Memória

Com um efetivo de 24 homens, o Grupo de Ações Especiais (Gaes) da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) poderá ter o efetivo aumentado com o ingresso de 1,4 mil novos agentes nos próximos meses. Desde 2011, o Gaes exerce uma série de operações especiais dentro das penitenciárias gaúchas e é subordinado ao setor de Inteligência da Susepe.

O superintendente Gelson Treiesleben afirmou ter interesse em aumentar o número de servidores deslocados para o grupo e trabalha com a possibilidade da criação de uma equipe específica para atender ao novo presídio de Canoas, ainda em construção. “Temos uma perspectiva de aumento do número dos nossos estabelecimentos, portanto há também a perspectiva de aumentar o número de agentes no grupo (Gaes).”

Segundo Treiesleben, o efetivo em atividade no Gaes atualmente atende à demanda. “Esse é um número suficiente para atender à nossa atual demanda”, aponta. As inscrições para que os servidores da Susepe possam ingressar no grupo de elite são abertas conforme a necessidade de ampliação. Geralmente, a entrada de novos componentes ocorre a cada seis meses. Qualquer agente penitenciário pode se inscrever para a seleção, na qual são realizados testes de aptidão física e psicológica. Após isso, os aprovados que geralmente são poucos, devido ao rigor dos testes realizam o primeiro de uma série de cursos específicos para ações especiais. A rigidez dos testes pode ser comparada aos treinamentos de Esparta, na Grécia Antiga.

Curso com maior tempo de duração


Responsável pelo setor de Inteligência e Operações Especiais da Superintendência, Sílvio Fernando Ferreira Silva, projeta aumentar o tempo de duração do primeiro curso específico dos agentes postulantes a integrar o Grupo, passando de duas semanas para um mês. “Quem quer integrar o Gaes precisa passar nos testes e, o mais importante, querer servir em um setor que exige sacrifícios”. Silva espera que o efetivo atinja 50 homens.

A tropa de elite do sistema prisional é responsável por executar ações determinadas pelo setor de Inteligência, definidas após análise da situação interna dos estabelecimentos penais. Após a identificação do objetivo, é traçada a estratégia da operação. As intervenções do Grupo ocorrem quase que diariamente. Somente na semana passada, foram três. 

O Gaes está dividido em três células, explica o chefe do setor de Inteligência. A maior está localizada em Porto Alegre. Uma outra situa-se em Santa Maria e a terceira atende à região Sul do Estado, entre Bagé e Santana do Livramento, na Fronteira. “Estamos criando outras células”, destaca Silva.

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Fonte: Fernanda Pugliero / Correio do Povo






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