Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 28/07/2014
  • 18:24
  • Atualização: 18:27

Dilma diz que situação na Faixa de Gaza é um massacre

Presidente também lamentou a declaração do porta-voz israelense que chamou o Brasil de "anão diplomático"

Dilma Rousseff, presidente do Brasil | Foto: Marcelo Camargo / Abr / CP

Dilma Rousseff, presidente do Brasil | Foto: Marcelo Camargo / Abr / CP

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  • Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff classificou nesta segunda-feira de desproporcional a ação de Israel na Faixa de Gaza. Desde o início dos bombardeios de Israel em Gaza, há três semanas, 1.030 palestinos, inclusive mulheres e crianças, morreram. Do lado israelense, foram 43 mortes, todas de soldados.

“Não acho que é genocídio, mas acho que é um massacre. Tem uma ação desproporcional,” disse a presidente, que considerou lamentável a posição do porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmo que, segundo um jornal local, chamou o Brasil de “anão diplomático”. “Lamento as palavras do porta-voz, pois as palavras produzem um clima muito ruim, deveríamos ter cuidado com as palavras”, ponderou.

Dilma fez as declarações em resposta a uma pergunta durante sabatina organizada pelo jornal Folha de S.Paulo, o portal UOL, o SBT e a Rádio Jovem Pan, realizada nesta segunda-feira no Palácio da Alvorada. Os quatro veículos de comunicação já sabatinaram neste mês os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Dilma negou que haja uma crise diplomática com Israel e lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o Estado judeu. Segundo a presidente, o País defende a existência tanto do Estado de Israel quanto de um Estado palestino.

Dilma elogiou a posição do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que aprovou  um pedido de cessar-fogo humanitário na região. “A decisão da ONU de exigir um cessar-fogo imediato é muito bem-vinda, pois é uma situação que não dá para continuar”, avaliou.

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