Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 29/07/2014
  • 13:26
  • Atualização: 13:40

Protesto deixa Gramado sem transporte coletivo

Rodoviários pedem o pagamento do dissídio e cumprimento da jornada de trabalho de 44 horas semanais

  • Comentários
  • Halder Ramos / Correio do Povo

Um protesto paralisou o transporte coletivo em Gramado, região Serrana do Estado, na manhã desta terça-feira. O Sindicato dos Empregados Condutores de Veículos Rodoviários da Serra e do Litoral Norte (SECOVSEL), que tem sede em Canela, promoveu a manifestação e pediu o cumprimento do dissídio 2014. O ato impediu 23 ônibus de circularem e deixou cerca de 1,2 mil trabalhadores sem transporte coletivo. Os representantes do sindicato estão mobilizados no portão da empresa Gramado Turismo, que fica na Várzea Grande, desde as 5h da madrugada. O SECOVSEL aguarda reunião com a direção da empresa.

O protesto pede que seja respeitada a data do dissídio, que foi em 1º de junho. “Estamos chegando em agosto e até agora ninguém recebeu nenhum real”, frisa o líder sindical, João Souza. Além disso, a categoria pede o cumprimento da jornada de trabalho de 44 horas semanais, plano de saúde e cesta básica para os trabalhadores da empresa. “Existe Lei Federal que regulamenta a carga horária, mas a empresa não está cumprindo. Motoristas estão ficando 14 horas diárias à disposição. O normal seria cumprir a jornada de 8 horas”, afirma. Na paralisação, o sindicato levou cestas básicas para distribuir aos funcionários da empresa. “Eles não ganham cesta básica e não têm plano de saúde”, diz.

Segundo o líder sindical, o SECOVSEL também deve promover protesto em Canela. “O problema ocorre também na empresa Viação Canelinha. Estamos buscando o cumprimento da lei e o que é direito dos trabalhadores”, frisa.

De acordo com o gerente da Gramado Turismo, Gilnei Garcia, o departamento jurídico da empresa está a caminho para atender os representantes do sindicato. Garcia observa que o protesto pegou todos de surpresa. “Quando chegamos, os portões estavam fechados. Vamos sentar e negociar”, diz. Conforme o gerente, aproximadamente três mil pessoas são transportadas diariamente pela empresa. “O transtorno só não foi maior em função do recesso escolar. Estamos com 14 ônibus na garagem e 23 parados no total. Nossos motoristas estão todos aqui esperando o acordo e a liberação para começar a trabalhar”, afirma o gerente.


Sindicato levou cestas básicas para distribuir aos funcionários da empresa | Crédito: Halder Ramos / Especial / CP

Bookmark and Share