Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 30/07/2014
  • 00:48
  • Atualização: 08:40

Ataque de Israel mata 20 palestinos em escola da ONU

Disparo de tanque atingiu duas salas de aula em Gaza

Crianças observam prédio de mesquita destruída em Gaza | Foto: Mahmud Hams / AFP / CP

Crianças observam prédio de mesquita destruída em Gaza | Foto: Mahmud Hams / AFP / CP

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  • AFP

Um ataque israelense matou 20 palestinos na manhã desta quarta-feira em uma escola da UNRWA, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os refugiados, no campo de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, informaram os serviços de emergência. Um disparo de tanque atingiu em cheio duas salas de aula.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pelas Organizações das Nações Unidas.

No dia 24 de julho, um disparo de artilharia atingiu outro colégio da ONU na Faixa de Gaza, em Beit Hanun, matando cerca de15 palestinos. O Exército israelense negou sua responsabilidade no incidente. Israel acusa o movimento islâmico Hamas de usar a população como escudo humano para proteger seus arsenais e centro operacionais instalados em igrejas, mesquitas e escolas do local.

Na madrugada desta quarta, a aviação de Israel matou oito palestinos de uma mesma família na cidade de Khan Yunis, no sul. Os ataques aéreos também atingiram três mesquitas, na cidade de Gaza, no campo de refugiados de Shati e em Rafah, segundo os serviços palestinos de segurança.

Na terça-feira, os bombardeios foram os mais violentos em dias, com cerca de 100 vítimas, especialmente na Cidade de Gaza, no campo de Bureij (centro), em Jabaliya (norte) e na região de Rafah (sul). No total, já chega a 1.260 o número de palestinos mortos desde o início da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, no dia 8 de julho, segundo Ashraf al-Qudra. Cinquenta e três soldados israelenses morreram desde o início da operação "Barreira Protetora", o registro mais pesado desde e guerra contra o Hezbollah libanês em 2006.


Veja galeria do conflito:





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