Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 01/08/2014
  • 22:10
  • Atualização: 22:58

SSP admite aumento da violência no Estado

Porto Alegre, Alvorada e Pelotas lideraram ocorrências de roubos no primeiro semestre

SSP admite aumento da violência no Estado | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

SSP admite aumento da violência no Estado | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

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  • Correio do Povo

O ano começou mais violento em relação a 2013. Dados divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram um aumento em oito de 14 tipos de ocorrências policiais na comparação com o primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado.

Entre os que tiveram elevação o destaque vai para os roubos, quando a vítima sofre violência ou ameaça do ladrão, com acréscimo de 3,2 mil crimes. De 25.874 casos passou para 29.161, variação de 12,70%. Além de Porto Alegre, contribuíram de forma mais significativa para esse aumento as cidades de Alvorada e Pelotas. Na Capital foram registrados 1768 roubos a mais, já em Alvorada foram 274 e em Pelotas 195 casos, de um período para outro.

O número de furtos segue alto com mais de 82 mil casos nos dois períodos, quando se registrou acréscimo de 0,24%. O roubo de veículos segue a mesma tendência. Na comparação foram 546 registros a mais – passou de 6117 para 6663 – acréscimo de 8,9%.

Já os casos de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, subiram 21,7%. De 960 para 1.169 assassinatos. Porto Alegre foi o município que mais alavancou o aumento, com 63 mortes a mais. Na sequência vem Alvorada com 18 assassinatos e Gravataí com 12.

Disputas por bocas de fumo geram mais homicídios

O titular da SSP, Airton Michels entende que a maior parte das mortes ocorrem em disputas de territórios para o comércio de drogas e acrescenta que 70% das vítimas tem relação com o tráfico. “Quando desarticulamos quadrilhas durante ações policiais desconstituímos lideranças da boca de fumo e alguém vai querer ocupar esse espaço. Isso (a disputa por territórios) gera muitas mortes.”

Em relação aos outros crimes, Michels observa que a maior parte ocorre em Porto Alegre devido a superlotação do Presídio Central. “É um lugar de produção da criminalidade, pelo domínio das facções. Quem sai de lá, já vai para o crime.” O secretário entende que a criação de 4,5 mil vagas com a construção de cinco novos presídios, vai inverter o cenário da criminalidade no Estado, a partir do esvaziamento do Central.

A lista também mostra dados curiosos. Casos de extorsão mediante sequestro cresceram tanto em seis meses que ultrapassaram o total de 2013, quando se registrou 17 casos. No primeiro semestre do ano passado foram registrados nove casos e neste ano foram 19. Por outro lado, houve queda nos latrocínios (roubo seguido de morte), extorsão, estelionato, delitos relacionados à corrupção, posse de entorpecente e tráfico de drogas.

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