Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 02/08/2014
  • 18:30
  • Atualização: 18:31

Trânsito continua trancado no entorno do Beira-Rio

Motoristas e usuários de ônibus reclamam de má sinalização e fluxo intenso

Entorno do Beira-Rio continua engarrafado | Foto: Mauro Schaefer

Entorno do Beira-Rio continua engarrafado | Foto: Mauro Schaefer

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  • Correio do Povo

Passada a Copa do Mundo, o primeiro jogo no Beira-Rio, que ocorreu em uma quarta-feira à noite (último dia 30), mostrou que o trânsito na região apresenta os mesmos problemas de antes da conclusão das obras viárias: lentidão, demora nas viagens de ônibus, excesso de carros e reclamação por parte de motoristas. Nem as mudanças realizadas no trajeto até o estádio do Inter pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) resolveram os problemas constantes da avenida Praia de Belas, entre a Ipiranga e o viaduto Dom Pedro I.
 
O trajeto de pouco mais de 1 quilômetro, antes do início da partida válida pela Copa do Brasil, era realizado em meia hora. Por volta das 21h, o movimento dos trabalhadores indo para casa ainda era acentuado. O auxiliar administrativo Maicon Schmidt, de 34 anos, foi de carro ao estádio e deixou-o em um estacionamento no parque Marinha do Brasil. Ele pagou R$ 15 para um flanelinha “guardar” o veículo em uma área pública. O custo era inferior ao praticado pela EPTC, em um estacionamento instalado na área que um dia abrigou a quadra da Academia de Samba Praiana: R$ 20. “É preciso melhorar o fluxo. Trafegar pela avenida Borges de Medeiros está muito ruim. Não mudou nada depois da Copa”, comentou Maicon.

O engenheiro Ricardo Paiva, de 53 anos, também não gostou do que viu no entorno do estádio. “Está tudo mal sinalizado. Acho que está pior do que antes da Copa do Mundo, quando havia várias obras incompletas. Vou ter que caminhar para não chegar atrasado”, garantiu.

O empresário Lucas Ribeiro, de 30 anos, preferiu ir ao estádio Beira-Rio pela avenida Edvaldo Pereira Paiva, que fluía melhor naquele momento. O problema, segundo ele, era o assédio dos guardadores de carros. “Fui achacado a 2 quilômetros do Beira-Rio. Ele me disse que o estacionamento estava cheio. Deixei o carro lá e segui a pé. Cheguei ao estádio e percebi que tinha vaga”, lamentou. Na saída do jogo, depois da meia-noite, o trânsito não apresentou as mesmas características de antes, pois não havia movimento naquela hora. Para chegar ao Centro Histórico, foram necessários apenas 15 minutos.

Equipes da EPTC fazem ajustes
Segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o ganho na região é muito significativo, principalmente com o corredor de ônibus na avenida Padre Cacique, que reduziu o número de acidentes envolvendo ônibus e carros. Mas em dias de jogos o planejamento está sendo ajustado. “Mudou o cenário dos eventos e agora a atuação das equipes está sendo analisada para o próximo jogo. Sempre há o que ajustar”, confirma.

Na quarta-feira, a EPTC estreitou a pista da Padre Cacique, no sentido Centro-bairro, em frente ao estádio. Depois do término da partida, a mesma pista teve bloqueio total, entre o estádio e a rua A, buscando maior segurança aos pedestres. A avenida Edvaldo Pereira Paiva ficou em sentido único, do estádio em direção ao Centro, após o término da partida. A operação deve ser basicamente a mesma, com pequenas mudanças, ainda não informadas. Segundo Cappellari, além do grande número de veículos, há a necessidade de bloqueio de uma das pistas para a passagem das pessoas.

“Como o estádio está maior, as pessoas acabam passando pelo meio da via, por isso essa é a melhor solução para mantê-los seguros”, acredita o dirigente. Ele sugere que as pessoas, se possível, optem pelo transporte público regular e o especial da Linha Futebol. Além disso, as 4 mil vagas disponíveis  —  3 mil no prédio garagem do Inter, 700 no estacionamento da EPTC e 300 no Parque Gigante — não foram totalmente ocupadas no dia do jogo de quarta-feira passada.