Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 03/08/2014
  • 17:40

Terremoto deixa pelo menos 367 mortos na China

Moradores ajudavam os socorristas a retirar sobreviventes dos escombros na província de Yunán

Tremor foi de magnitude de 6,1 | Foto: AFP / CP

Tremor foi de magnitude de 6,1 | Foto: AFP / CP

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  • AFP

Pelo menos 367 pessoas morreram e cerca de 2 mil ficaram feridas em decorrência de um forte terremoto na província chinesa de Yunán neste domingo. O tremor registrado na região de Zhaotong provocou o desabamento de prédios. Moradores ajudavam os socorristas a retirar sobreviventes dos escombros, segundo as imagens das redes sociais.

O tremor de magnitude de 6,1 aconteceu às 16h30min do horário local (05h30min de Braília) no nordeste da província de Yunnan, a uma profundidade de aproximadamente 10 km, segundo o serviço americano de geofísica USGS. "Muitos edifícios sofreram danos e estamos reunindo informações sobre os mortos e feridos", declarou uma autoridade do distrito de Longtoushan à agência de notícias estatal Xinhua.

Mais de 120 mortos, 180 desaparecidos e 1.300 feridos foram contabilizados no distrito de Ludian, epicentro do terremoto, informou a China News Service, segunda maior agência oficial do país. Cerca de 50 pessoas morreram em dois distritos vizinhos, também da mesma cidade de Zhaotong, acrescentou, citando dados de autoridades provinciais.

Ajuda prioritária aos sobreviventes

A CCTV divulgou vídeos gravados no distrito de Ludian que mostram as pessoas aterrorizadas correndo nas ruas. "Os muros de vários edifícios caíram e as tubulações de água se romperam. A luz foi cortada", informou na rede social Weibo um internauta que diz morar no distrito e que postou fotos das paredes rachadas e dos escombros na rua.

A imprensa estatal anunciou que 2,5 mil soldados foram enviados às áreas afetadas pelo terremoto de domingo. Eles se juntaram a uma equipe de mais 300 policiais e bombeiros procedentes de Zhaotong. Os equipamentos levados para a área atingida incluem instrumentos de detecção de sinais vitais e ferramentas de escavação.

"Não tivemos tempo para nos ocupar dos corpos. Primeiro, temos que ajudar os sobreviventes", explicou Ma Hao, estudante que se apresentou como voluntário para retirar os feridos dos edifícios desmoronados em Longtoushan.
O serviço geológico norte-americano alertou que, "em geral, a população desta região vive em estruturas muito vulneráveis a terremotos". O sudoeste da China, situado entre as placas tectônicas Euro-asiática e Indiana, sofre com frequentes terremotos.

Os confins montanhosos de difícil acesso entre as províncias de Yunan, Sichuan e Guizhu já registraram vários tremores nos últimos anos. Em 1974, um terremoto de 6,8 graus na mesma região matou 1.500 pessoas, lembrou a Xinhua.

Em setembro de 2012, 80 pessoas morreram em dois terremotos em uma região montanhosa entre Yunan e Ghizhu. A província vizinha de Sichuan, uma das mais povoadas da China, registrou em maio de 2008 um terremoto de 8,0 graus que deixou 87.000 mortos e desaparecidos.

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