Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 04/08/2014
  • 11:04
  • Atualização: 11:15

Médico morre de ebola na Nigéria depois de tratar paciente

Outras oito pessoas estão de quarentena em Lagos, três das quais apresentam sintomas

Centro de saúde onde primeira vítima do ebola morreu na Nigéria | Foto: Florian Plaucheur / AFP / CP

Centro de saúde onde primeira vítima do ebola morreu na Nigéria | Foto: Florian Plaucheur / AFP / CP

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  • AFP

Um médico de Lagos que tratou um liberiano morto no mês passado na Nigéria pelo vírus ebola também foi contaminado, tornando-se o segundo caso registrado na maior cidade do país, indicou nesta segunda-feira o ministro nigeriano da Saúde. "Este novo caso é um dos médicos que havia tratado o liberiano morto pelo ebola", afirmou o ministro Onyebuchi Chukwu.

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Ele acrescentou durante uma coletiva de imprensa que 70 outras pessoas suspeitas de terem tido contato com o paciente liberiano estavam sendo monitoradas. Oito delas foram colocadas em quarentena em Lagos, três das quais apresentam sintomas.

Uma unidade de quarentena foi criada na capital econômica da Nigéria. Testes foram realizados nessas três pessoas e os
resultados são esperados para esta segunda, segundo o ministro. O paciente liberiano chegou em 20 de julho a Lagos, onde morreu cinco dias depois. É o primeiro caso fatal na Nigéria da grave epidemia de ebola que atinge três outros países da África desde o início do ano.

A vítima liberiana, Patrick Sawyer, trabalhava para o ministério das Finanças de seu país e tinha sido infectado pela irmã antes de ir para Lagos via Lome, no Togo, para uma reunião de líderes africanos. Visivelmente doente em sua chegada, foi imediatamente levado ao hospital First Consultants de Lagos, onde morreu em quarentena em 25 de julho.

O hospital foi então fechado por um período indefinido. O médico de Lagos é, assim, o segundo caso confirmado na Nigéria da epidemia que já fez 826 mortes (confirmadas, prováveis ou suspeitas) em 1.440 casos suspeitos, de acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os outros casos foram relatados na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

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