Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 05/08/2014
  • 10:59
  • Atualização: 11:34

Quarenta crianças morrem após ataque no Iraque

Maioria faleceu por desidratação nos últimos dois dias

Quarenta crianças da minoria yazidi morreram depois de um ataque jihadista na região de Sinkhar | Foto: Safin Hamed / AFP / CP

Quarenta crianças da minoria yazidi morreram depois de um ataque jihadista na região de Sinkhar | Foto: Safin Hamed / AFP / CP

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  • AFP

Quarenta crianças da minoria yazidi morreram depois de um ataque jihadista na região de Sinkhar, no norte do Iraque, indicou nesta terça-feira a Unicef. "De acordo com informações oficiais recebidas pelo Unicef, estas crianças da minoria yazidi morreram como resultado direto da violência, do deslocamento e de desidratação nos últimos dois dias", informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Nesse domingo, combatentes do grupo ultrarradical do Estado Islâmico (EI) assumiram o controle da cidade de Sinkhar, até então sob controle curdo. Localizada entre a fronteira síria e Mossul, a cidade é um dos redutos históricos dos yazidis, uma minoria de língua curda adepta de uma religião pré-islâmica em parte ligada ao zoroastrismo.

Os yazidis consideram o Demônio como o líder dos anjos e ao qual eles representam com o pavão, fato pelo qual é atribuída frequentemente ao grupo a designação de "adoradores do Diabo". Antes do ataque desse domingo, Sinkhar também acolhia dezenas de milhares de refugiados que fugiram diante do avanço dos insurgentes sunitas na região nas últimas semanas. Alguns destes refugiados são xiitas turcomanos.

O ataque jihadista forçou dezenas de milhares de pessoas a fugir, incluindo para áreas montanhosas, sem alimentos. "As famílias que fugiram da área necessitam de assistência emergencial, principalmente as 25 mil crianças agora presas nas montanhas (...), em particular de água e saneamento", indicou a Unicef.

Fotos publicadas na internet por membros da comunidade yazidi mostram pequenos grupos de pessoas reunidas nas laterais de cavernas de um desfiladeiro íngreme. Os defensores dos direitos dos yazidis e líderes desta comunidade consideraram que a existência desta pequena comunidade de língua curda em sua terra ancestral estava agora em perigo.

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