Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 05/08/2014
  • 20:32
  • Atualização: 21:18

Líder do PT diz que é natural a troca de informações na CPI da Petrobras

Humberto Costa garantiu que não houve fraude no episódio e chamou a oposição de "preguiçosa"

Líder do PT diz que a troca de informação é legítima e natural | Foto: Alexandre Mendez / CP Memória

Líder do PT diz que a troca de informação é legítima e natural | Foto: Alexandre Mendez / CP Memória

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  • Agência Brasil

Ao comentar, nesta terça-feira, a denúncia de que depoentes na CPI da Petrobras se reuniram com senadores da comissão para combinar perguntas e respostas, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que é "legítima" e "natural" a troca de informações entre assessores das empresas envolvidas na investigação e assessores da comissão. Segundo reportagem da revista Veja desta semana, os atuais e ex-dirigentes da Petrobras, que prestaram depoimento na comissão parlamentar de inquérito do Senado, tiveram acesso prévio às perguntas que seriam feitas pelos parlamentares e foram orientados sobre as respostas que deveriam dar.

O líder petista criticou o texto, garantiu que não houve fraude no episódio e chamou a oposição de "preguiçosa" por nunca participar dos debates na CPI. Para ele, está sendo feita uma "cortina de fumaça" sobre um caso semelhante a outros que ocorrem normalmente em CPIs. “É absolutamente natural que haja troca de informações institucionais entre as assessorias da CPI e das lideranças dos partidos com a empresa. Isso acontece em qualquer CPI; isso acontece em qualquer comissão; é absolutamente normal e natural”, frisou.

“O que seria um crime? Se alguém, de posse de um documento sigiloso, sob custódia da CPI, tivesse transmitido a qualquer um dos depoentes ou acusados o teor desse documento, ou o próprio documento, para que ele pudesse se defender. Mas isso não aconteceu”, afirmou o senador.

Ele lembrou a chamada CPI do Cachoeira, que ouviu o governador de Goiás, Marconi Perillo, suspeito de ter relações com o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo Costa, na época, os líderes do PSDB, partido de Perillo, também combinaram as perguntas que seriam feitas ao governador, de modo a não constrangê-lo durante o depoimento. “A oposição, na época, reuniu uma série de assessores jurídicos para combinar as perguntas que iriam ser feitas ao governador de Goiás e ainda veio pedir a nós, da base do governo, o que chamou de civilidade durante o depoimento. Isso é normal, até porque esta é uma casa política, não é uma delegacia de polícia. Somos senadores, estamos aqui para investigar, mas também para defender o governo que elegemos, que apoiamos e que representa o nosso partido”, acrescentou Costa.

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