Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 06/08/2014
  • 15:30
  • Atualização: 15:37

Encontro entre Fepam e empresa deve definir datas de limpeza do prédio da boate Kiss

Advogado do proprietário do prédio garante que documentação está em dia

Advogado do proprietário do prédio garante que documentação está em dia | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Advogado do proprietário do prédio garante que documentação está em dia | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Ananda Müller / Rádio Guaíba

Um encontro entre a Fepam e os representantes da empresa proprietária do prédio que era locado pela boate Kiss, em Santa Maria, deve definir as datas para a limpeza no interior do imóvel, que pegou fogo em janeiro do ano passado. Ainda em 28 de julho, a Fepam deu prazo de 30 dias para que a Eccon Empreendimentos Imobiliários, dona do edifício, apresente os documentos necessários para viabilizar a higienização do espaço, onde já foram identificadas mais de 200 substâncias tóxicas. Depois de iniciados, os trabalhos de limpeza devem levar entre uma semana e dez dias, mas o início ainda depende de agendamento com as partes envolvidas no processo. O advogado Paulo Henrique Correa da Silva, que representa o proprietário do prédio, garante que a documentação necessária já está em dia.

A determinação da limpeza foi efetuada pelo juiz Ulysses Louzada, ainda no ano passado. Duas visitas foram realizadas ao interior do prédio, ocasiões nas quais foram coletadas provas materiais para análise futura. As partes concordaram com a limpeza total do espaço mediante a preservação de elementos como pedaços de espuma, isopor, gesso e materiais semelhantes. Tudo o que foi recolhido está armazenado em local seguro, esperando qualquer requisição por parte da defesa ou da acusação. Uma limpeza superficial foi cogitada, mas uma visita de técnicos ao ambiente considerou a tarefa “quase impossível”. A partir disso, o juiz determinou a limpeza total e a remoção dos escombros.

No dia 27 de janeiro de 2013, o incêndio no interior da boate Kiss, em Santa Maria, deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. A origem do fogo foi um sinalizador utilizado no palco, que acabou atingindo o forro de espuma e provocando a morte por asfixia dos frequentadores da casa noturna.

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