Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 07/08/2014
  • 18:16
  • Atualização: 18:19

Justiça nega habeas corpus a irmãos acusados de envolvimento na morte do menino Bernardo

Pai e madrasta do menino também estão presos

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

O Tribunal de Justiça do Estado negou na tarde desta quinta-feira os pedidos de habeas corpus de Edelvânia Wirganovicz e do irmão dela, Evandro. Os dois continuarão presos pelo suposto envolvimento no assassinato do menino Bernando Boldrini, de Três Passos, em início de abril.

Saiba mais sobre o caso Boldrini

No caso de Evandro, o relator, juiz convocado Fábio Vieira Heerdt, decidiu por manter a prisão para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. Segundo o magistrado, há risco de fuga. O desembargador João Batista Tovo votou com o relator. E o desembargador Diogenes Hassan foi voto vencido.

Quanto à manutenção da prisão de Edelvânia, houve unanimidade. Os desembargadores também colocaram na pauta o pedido do advogado de Graciele Ugulini, madrasta do menino. A defesa pedia o fim da investigação. Os magistrados sequer apreciaram a solicitação. Assim, fica garantida a continuidade da apuração policial.

Além dos três, o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, também está preso e é reu no processo criminal sobre o assassinato.

Relembre o caso
Bernardo teve o corpo encontrado em uma localidade no interior de Frederico Westphalen, após ficar dez dias desaparecido. A polícia constatou que a madrasta dele, Graciele Ugulini, e a amiga, Edelvânia Wirganovicz, executaram o homicídio, usando doses do medicamento Midazolan – a madrasta porque entendia que o menino era um ‘estorvo’ para o relacionamento entre ela e o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, e Edelvânia em troca de dinheiro, para comprar um apartamento.

Segundo a Polícia Civil, Leandro Boldrini também teve participação na morte, fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.

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