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10/08/2014 17:03

Reunião com Defensoria Pública volta a discutir ocupação da Cavalhada

Reintegração de posse do terreno da Melnick Even está marcada para terça-feira

 Uma reunião entre Defensoria Pública, moradores e representantes da empresa Melnick Even está marcada para as 10h desta segunda-feira para rediscutir a ocupação de um terreno privado de dez hectares no bairro Cavalhada, na zona Sul da cidade. As cerca de 500 famílias que vivem no local, que já pertenceu à extinta Avipal, dizem ter entrado na área sem saber que ela já pertencia à construtora. De acordo com Lenemar Bastos, um dos líderes da ocupação, o local foi encontrado abandonado, servindo de dormitório a moradores de rua, motivo pelo qual as famílias montaram o acampamento.

O terreno foi adquirido em leilão pela construtora Melnick Even, que pretende instalar unidades residenciais e comerciais na área. A empreiteira entrou com pedido de reintegração de posse, que após tramitar na Justiça foi marcado para esta terça-feira, com o uso da força da Brigada Militar. Já os moradores querem mais prazo para a saída da área, e nesse espaço de tempo negociar uma alternativa, entre elas a possível compra do terreno. Ainda de acordo com Bastos, na reunião de amanhã vai ser discutida a possibilidade de criação de oficinas de costura, música e um mercado comunitário – custeadas pela Melnick Even – em outra área da cidade caso as famílias concordem em sair pacificamente do terreno.

As lideranças seguem evitando adiantar qualquer informação sobre a possibilidade de saída da área ocupada. Bastos garante que estão sendo tomadas as providências para garantir a segurança e a integridade de todos os moradores para o caso de uma reintegração de posse.

O governo gaúcho também quer evitar que as famílias sejam retiradas à força. Para isso, vai pedir à Justiça prazo de três meses para a área seja desocupada. A Melnick Even resiste a essa possibilidade e garante ter estrutura de dez caminhões, uma retroescavadeira e 50 trabalhadores para auxiliar a Brigada Militar na retirada e transporte dos moradores, na manhã de terça-feira.

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Fonte: Ananda Müller/Rádio Guaíba






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