Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 11/08/2014
  • 11:17
  • Atualização: 12:18

Secretaria da Saúde do RS elabora plano de contingência para ebola

Em Porto Alegre, Hospital Conceição é referência para tratamento do vírus

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  • Luiz Felipe Mello / Correio do Povo

O vírus ebola, que já matou quase mil pessoas na África, é no momento uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que acredita na criação de uma vacina somente em 2015. Embora o Brasil não seja um País que receba muitos africanos, o governo federal já estabeleceu algumas normas para cuidar de casos suspeitos da doença. O Rio Grande do Sul, no entanto, ainda não tem o plano de contingência pronto para o ebola. O programa está em processo de elaboração, segundo a técnica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde Marilina Bercini.  

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"O plano de contingência ainda está sendo elaborado. Ele ainda não está pronto porque precisamos definir a situação das cidades do interior e isto leva algum tempo. É bom salientar que o planejamento para Porto Alegre está definido e já conta até com o hospital referência, que é o Conceição", disse nesta segunda-feira em entrevista ao site do Correio do Povo.

Marilina afirmou que os profissionais da saúde estão avisados sobre como proceder em caso de chegada do vírus em solo gaúcho. A técnica destacou que os aeroportos do Brasil já contam com postos avançados que estão preparados para identificar uma possível contaminação do ebola. "A Anvisa é responsável por estes postos. Nós já estabelecemos, de acordo com a norma federal, a maneira de transportar o paciente e de como isolá-lo. É importante dizer que o sistema está organizado e a população não irá desassistida", garantiu. 

A técnica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde comentou que o interior não é mais vulnerável à chegada do vírus do que a Capital. "O que precisa ser cuidado é a origem do paciente. No momento, existem pelo menos quatro países onde o ebola está concentrado: Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa. Se algum caso surgir nas cidades do interior, o paciente será encaminhado ao hospital de referência mais próximo, o que significa dizer que ele não precisa ser transportado para Porto Alegre", explicou Marilina.

Marilina disse que o ebola, conhecido desde 1976, nunca teve um comportamento tão agressivo como agora. Ela garantiu que não há risco de contato imediato por se tratar de uma "doença lenta". "Na década de 70, nós tínhamos cerca de 100 casos de ebola. Agora, os quadros aumentaram porque a prevenção nos países africanos não é feita de forma adequada, muito pela característica cultural daquele continente, de às vezes não acreditar no trabalho da medicina", argumentou.

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