Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 13/08/2014
  • 07:50
  • Atualização: 08:00

Foco no transporte rodoviário encarece logística no RS

Plano com modais alternativos deve ficar pronto até março

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  • Fernanda Pugliero / Correio do Povo

A ausência de investimentos em infraestrutura no Estado nos últimos 20 anos, bem como a concentração no modal rodoviário, aumentou progressivamente o custo de logística no Rio Grande do Sul. Entre as alternativas encontradas pelo governo estadual para sanar o problema está a diversificação dos modais de transporte para baratear o escoamento da produção gaúcha.

O Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt/RS), lançado no final de 2012, deve estar finalizado até março do próximo ano. O estudo pretende planejar o direcionamento dos investimentos em infraestrutura até 2039. “É como se o Estado estivesse, neste momento, trocando o pneu com o carro andando”, comparou o secretário estadual de Infraestrutura, João Victor Domingues.

O objetivo do Pelt/RS é identificar os corredores de escoamento da produção, origem e o destino das principais cargas, para apontar quais são as obras prioritárias nos próximos 25 anos. O foco do estudo é a logística de carga; entretanto, o crescimento do tráfego de passageiros deverá ser incluído nas análises de capacidade dos modais de transporte. “O que define hoje no Estado as obras que serão feitas não é a pressão política de determinada região, mas uma estratégia de desenvolvimento econômico”, garantiu.

Entre investimentos em andamento nas rodovias gaúchas, o secretário citou a construção de 78 acessos municipais, "43 ainda estão em obras, mas com conclusão de entrega até o final de 2014." Também estão sendo executadas duplicações, ligações regionais e restauração asfáltica. “A União está investindo R$ 9 bilhões nas rodovias que cruzam o Rio Grande do Sul. O governo do Estado está colocando R$ 2,6 bilhões”, apontou Domingues.

Para incrementar o modal hidroviário, a administração do porto de Estrela foi retomada e a dragagem dos rios Taquari e Gravataí deverá começar em breve. “Uma chata carrega o mesmo que 37 carretas. Estamos investindo em outros modais de transporte.”

A utilização do modal ferroviário deve ser aumentada nos próximos anos com a construção da ferrovia Norte-Sul. O governo pressiona para que a licitação do lote na região Sul se inicie pelo Porto de Rio Grande e não a partir do Paraná.

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