Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 14/08/2014
  • 12:40
  • Atualização: 12:44

Complexo eletrônico é um dos setores produtivos mais dinâmicos da economia

FEE apresentou carta de conjuntura de agosto

  • Comentários
  • Claudio Isaías / Correio do Povo

As características do complexo eletrônico no mundo, as políticas de estímulo do governo federal e os investimento recentes do segmento no Brasil e no Rio Grande do Sul fazem parte da carta de conjuntura de agosto da Fundação de Economia e Estatística (FEE) apresentada nesta quinta pela economista Fernanda Queiroz Sperotto, que destacou que o complexo eletrônico é um dos setores produtivos mais dinâmicos da economia.

Nesta área , estão inseridas indústria de informática, de bens eletrônicos de consumo, aparelhos de telecomunicações, componente eletrônicos, assim como atividades de desenvolvimento de software. As principais empresas estão concentradas nos Estados Unidos, Europa e na Ásia - China Coreia do Sul, Japão e Taiwan.

Neste cenário, segundo a economista o Brasil ocupa uma posição periférica, mesmo que tenha expandido a sua produção de bens eletrônicos nos últimos anos, principalmente na montagem de commodities eletrônicas, baseada na importação de kits de componentes. Segundo Fernanda Queiroz, a balança comercial do setor é permanentemente deficitária. Conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em 2013, o déficit comercial do complexo eletrônico foi de 36, 2 bilhões de dólares, e para 2014, a estimativa é de que chegará a 38,6 bilhões de dólares.

Para a economista, os itens que mais oneram a balança, estão os semicondutores (chips) e outros componentes para telecomunicações, ambos diretamente influenciados pela rápida expansão das tecnologias de informação e comunicação. “O atraso tecnológico, herdado pelo prolongado período da reserva de mercado, seguido de abrupta abertura comercial do início dos anos de 1990, e a inexistência de uma política setorial efetiva são algumas das causas dessa dependência”, ressaltou.

Bookmark and Share


TAGS » Economia, FEE