Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 14/08/2014
  • 13:30
  • Atualização: 13:40

“Perdi um pai e um líder”, diz João Campos

Frase de filho de Eduardo Campos foi dita a um primo nesta manhã

Familiares ainda estão perplexos com morte de Campos | Foto: Divulgação PSB / CP

Familiares ainda estão perplexos com morte de Campos | Foto: Divulgação PSB / CP

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"Perdi um pai e um líder, mas tem que se dar um jeito para que a bandeira dele não caia porque os ideais dele são o futuro do Brasil." A frase, de João Campos, de 20 anos, filho de Eduardo Campos, foi dita ao primo Joaquim Pinheiro, durante visita à família, na manhã desta quinta-feira. Segundo Pinheiro, João e a família vivem um clima de perplexidade, ainda sem entender o que aconteceu. "A família está procurando um ajudar aos outros para não perder o chão", disse ele na saída da residência.

O filho de Campos chegou a ser cogitado como candidato a deputado federal, mas o projeto foi adiado. Além de muito jovem, o próprio João tratou de colocar um ponto final ao assunto, após um conflito com a prima, a vereadora Marília Arraes (PSB), que passou a apoiar a reeleição de Dilma e do candidato adversário ao governo, Armando Monteiro Neto (PTB), depois de não conseguir o apoio de Eduardo Campos para seu projeto de se eleger deputada estadual. Marília reclamou do estilo centralizador de Campos, o que incluía a Juventude Socialista que, segundo ela, pela vontade de Campos, teria o filho João como coordenador.

Diante do conflito, o próprio João divulgou uma nota dizendo precisar se preparar para fazer jus à herança política deixada pelo avô Miguel Arraes e pelo pai. "Agora é momento de terminar os estudos", encerrou ele. Ele cursa Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Mais cedo, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) esteve com a família e informou que Renata Campos, viúva do ex-governador, agradeceu pelas mensagens de solidariedade. O velório de Eduardo Campos ocorrerá no Palácio Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Não se sabe ainda quando será, pois depende da liberação dos restos mortais do ex-governador pelo Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.

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