Porto Alegre, terça-feira, 25 de Novembro de 2014

  • 14/08/2014
  • 14:06
  • Atualização: 14:15

Governo de PE estima presença maciça da população em funeral de Campos

Cálculos da Casa Militar prevê mais de 80 mil pessoas nas ruas de Recife

Velório de Campos deve superar o do avô em número de pessoas nas ruas | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

Velório de Campos deve superar o do avô em número de pessoas nas ruas | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

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Depois de nove anos da morte do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, o cerimonial do Palácio Campos das Princesas estima que o funeral de Eduardo Campos paralise Recife. Neto de Miguel Arraes e candidato do PSB à Presidência da República, o político morreu nesta quarta-feira, em acidente aéreo em Santos, no litoral paulista.

No funeral de Arraes, 80 mil pessoas se aglomeraram no centro da capital pernambucana para acompanhar o velório e o cortejo do corpo até o cemitério Santo Antônio. Pelos cálculos da Casa Militar do governo pernambucano, a comoção provocada pela morte trágica de Campos deve fazer com que o velório do neto supere o do avô em número de pessoas nas ruas.

Na manhã desta quinta-feira, as imediações do Palácio Campos das Princesas já foram isoladas e alguns populares começam a se aglomerar na praça em frente à sede do governo estadual. Grades foram instaladas e assim que forem liberados os corpos, três toldos serão instalados na calçada do Palácio onde ficarão expostos os caixões de Campos, de seu assessor de imprensa Carlos Percol e do fotógrafo Alexandre Severo. O governo conta com a possibilidade de a cerimônia ser realizada sábado ou domingo.

O volume de pernambucanos se despedindo de Campos deve superar o de Arraes, considerado até então o de maior comoção popular do Estado. Há informações de que caravanas estão sendo organizadas no interior do Estado para acompanhar o funeral no Recife, além da presença de autoridades de todo o País. No evento de transmissão do cargo, em 4 de abril, Campos reuniu 15 mil pessoas diante do Palácio.

A família de Campos pediu que o velório não fosse realizado dentro do prédio do governo e que o evento fosse aberto ao público, uma vez que não há estrutura no interior do prédio de 1841 para comportar fluxos intensos de pessoas. As famílias pediram que o velório de Campos, Percol e Severo fosse simples e em conjunto.

Segundo o governo local, foi oferecido um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para o traslado dos corpos. Após o velório, os corpos seguirão em um carro do Corpo de Bombeiros até o cemitério, que fica próximo do Palácio. A população poderá seguir o cortejo à pé.

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