Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 14/08/2014
  • 22:11
  • Atualização: 23:40

Viúva de Eduardo Campos quer cerimônia coletiva no Recife

Renata Campos deseja velório único no governo estadual para homenagear as vítimas pernambucanas

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A viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, deseja que um velório único seja realizado para o ex-governador e as outras três vítimas pernambucanas no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Recife. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por Edson Barbosa, coordenador de campanha do candidato do PSB ao governo do estado, Paulo Câmara.

Além do ex-candidato à Presidência da República, estavam no avião os pernambucanos Carlos Percol (assessor de imprensa), Alexandre Severo (fotógrafo) e Marcelo Lira (cinegrafista). As outras vítimas são o assessor do ex-governador, o sergipano Pedro Valadares Neto , o comandante paranaense Marcos Martins e o copiloto mineiro Geraldo Cunha.

Em Sergipe, os cerca de 43 mil habitantes do município de Simão Dias, a 100 quilômetros de Aracaju, estão em choque com a morte de Neto. "Minha ficha ainda não caiu", desabafou João Febrônio da Silva Sobrinho, 65 anos. Ele é que toma conta da fazenda da família de Pedrinho, a Fazenda Santa Cecília, que fica no povoado Cabral, a poucos quilômetros da sede do município. Há 30 anos trabalhando com Pedrinho e sua família, Sobrinho contou que o assessor de Eduardo Campos tinha planos de passar o final de semana na fazenda. "Quando ele tinha um problema, falava comigo e eu dizia que o problema era pequeno e que ele tiraria de letra", contou. Houve o hasteamento das bandeiras de Simão Dias, Sergipe e do Brasil a meio mastro e coube à Banda Marcial Lira Santana executar o toque de silêncio.

Os moradores de Simão Dias querem que o corpo de Pedrinho Valadares seja sepultado no cemitério da cidade, mas a família já anunciou que isso vai ocorrer em Aracaju. Assim que o corpo for liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo, o velório acontecerá no Cemitério Colina da Saudade, na capital sergipana.
Um irmão de Pedrinho está em São Paulo, onde forneceu material para exames de DNA e tomará as devidas providências para o traslado do corpo para Sergipe. A esposa de Pedrinho, a promotora de Justiça do Maranhão, Simone Valadares, e seus dois filhos estão em Aracaju.

Odete Ferreira da Cunha, de 73 anos, mãe do copiloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, de 44 anos, morto no acidente aéreo em Santos, disse ontem que viu o "sonho do filho acabar" pela televisão. Na hora do acidente, Odete estava na sala de espera de um consultório médico, em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais, onde mora.

"Estava no médico quando vi a notícia. Desde criança, meu filho dizia que tinha o sonho de se tornar piloto de avião. Vi isso acabar pela televisão", lamentou Odete. O copiloto era casado, tinha um filho de quatro anos e a esposa, Joseline, que está em Nova Jersey, nos Estados Unidos, grávida de uma menina. Ela viajaria para o Brasil, na próxima segunda-feira, para se encontrar com o marido e familiares. Porém, antecipou o retorno com a notícia do acidente.

O piloto Marcos Martins, de 42 anos, comandante do Cessna 560 XL, será sepultado no Cemitério Municipal de Maringá por decisão da família, que mora no norte do Paraná. O piloto Carlos Roberto Grou, de 54 anos, que é casado com uma prima de Martins, disse que o comandante fazia voos frequentes para África, Europa e Estados Unidos.

No aeroclube de Londrina, o clima era de consternação. Foi ali que Marcos Martins formou-se em aviação comercial e privada na turma de 1994. "Para pilotar um avião como, o cara tinha que ser muito bom", disse o ex-presidente do Aeroclube, Elvis Brantegani.

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Confira a galeria de fotos do acidente:





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