Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 18/08/2014
  • 08:01
  • Atualização: 08:07

Assange anuncia que abandonará embaixada em Londres

Fundado do WikiLeaks está refugiado há dois anos para evitar extradição para Suécia

Julian Assange está refugiado há dois anos para evitar extradição para Suécia | Foto: John Stillw / AFP / CP

Julian Assange está refugiado há dois anos para evitar extradição para Suécia | Foto: John Stillw / AFP / CP

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  • AFP

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou nesta segunda-feira, em uma entrevista coletiva, que abandonará "em breve" a embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado há dois anos e dois meses para evitar uma extradição para a Suécia.

"Posso confirmar que sairei da embaixada em breve", declarou Assange, antes de destacar que a saída não será motivada pelas razões "publicadas na imprensa (do grupo) de Murdoch", que no domingo informou que o australiano tem problemas de saúde.

A imprensa britânica destacou no fim de semana, com base em uma fonte ligada ao WikiLeaks, que o australiano Assange sofre de arritmia cardíaca e problemas do pulmão, além de pressão alta. Assange não revelou nenhum detalhe sobre o momento e a forma que deixará a embaixada equatoriana em Londres.

Na entrevista coletiva, Assange estava acompanhado pelo ministro equatoriano das Relações Exteriores, Ricardo Patiño. O chanceler não mencionou nenhum plano para retirar Assange da embaixada, mas defendeu a atuação de todos os governos envolvidos no caso, antes de destacar que dois anos é muito tempo.

Patiño disse que o governo equatoriano segue oferecendo proteção a Assange e está disposto a conversar com os governos britânico e sueco para encontrar uma solução ao caso do fundador do WikiLeaks, especializado na divulgação de documentos confidenciais de vários governos. O ministro falou sobre o início de uma campanha internacional para a libertação de Assange, sem anunciar detalhes.

O fundador do WikiLeaks vive na embaixada equatoriana desde junho de 2012 e esgotou todos os recursos jurídicos para evitar a execução de uma ordem de prisão emitida pela Suécia. Assange nega as acusações de agressão sexual apresentadas por duas jovens suecas. Ele afirma temer, caso se apresente à justiça sueca, ser entregue ao governo dos Estados Unidos, onde responderia na justiça pela divulgação de centenas de milhares de documentos secretos do exército e do governo americano.

Em julho, um tribunal de Estocolmo manteve a ordem de prisão contra Assange, o que representou um banho de água fria para as esperanças de resolução de uma saga judicial que já dura quatro anos.

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