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18/08/2014 11:57 - Atualizado em 18/08/2014 17:10

RS promete royalties do petróleo para pagar piso dos professores

Tarso se comprometeu a priorizar destinação à educação

Tarso se comprometeu a priorizar destinação à educação<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Tarso se comprometeu a priorizar destinação à educação
Crédito: Tarsila Pereira
Tarso se comprometeu a priorizar destinação à educação
Crédito: Tarsila Pereira

O governo do Estado prometeu ao Cpers/Sindicato que irá destinar, prioritariamente, os royalties de petróleo para pagar o Piso Nacional dos Professores, assim que a lei que garante 75% dos recursos para a educação for regulamentada. O governador Tarso Genro recebeu a direção da entidade, na manhã desta segunda-feira, em seu gabinete no Palácio Piratini e também fez outros encaminhamentos.

A relação entre o Executivo e os professores sempre foi conflituosa, mas a eleição da nova diretoria este ano amenizou a situação, já que a presidente Helenir Aguiar Oliveira é petista. “Patrão do mesmo partido não descarta a realidade do encontro de patrão e funcionários”, falou ela, ao sair da reunião, comemorando os resultados. Uma das questões a serem desembaraçadas a partir dessa parceira é uma polêmica nas direções de escola.

Desde 2011, as eleições passaram a ser por chapa e, caso um vice- diretor se aposentasse, toda a gestão precisava ser substituída. Contudo, isso de fato não ocorria e um novo vice era colocado no cargo, mas sem ser reconhecido formalmente. O governo agora prometeu nomear essas pessoas e pagar o salário retroativo. “Retiramos a ação e o governo reconhece os vices”, explicou Helenir.

O Cpers ainda vai continuar buscando uma solução para acabar com o estorno dos vales-refeição. “Recebemos R$ 166,00 no dia 20 e no final do mês é descontada quase metade para quem trabalha 20 horas e quase tudo para quem trabalha 40”, declarou. O governo ainda se comprometeu com a profissionalização dos funcionários de escola, com o lançamento de concursos públicos e nomeação mais rápida de professores.

O secretário da Educação, Jose Clovis de Azevedo, também comemorou o novo momento. “Essa sempre foi a nossa disposição, de conversar, negociar, buscar avanços e construir uma relação civilizada, apesar de possibilidades de diferenças entre o governo e o sindicato”, destacou. “O pagamento do Piso é uma discussão que está ligada ao equacionamento do financiamento da educação. É um problema, não só do Estado, mas nacional. A possibilidade dos royalties e os 10% do PIB para a educação vieram ao encontro do financiamento e da possibilidade de avançar para o Piso”, completou.

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Fonte: Karina Reif / Correio do Povo






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