Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 18/08/2014
  • 15:39
  • Atualização: 15:53

Decisão do MP sobre inquéritos da boate Kiss fica para setembro

Necessidade de analisar cuidadosamente farto material encaminhado aos promotores provocou adiamento

Posicionamento do MP sobre novos inquéritos da boate Kiss fica para setembro | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Posicionamento do MP sobre novos inquéritos da boate Kiss fica para setembro | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Ananda Müller/Rádio Guaíba

O Ministério Público (MP) deve levar mais tempo do que o previsto para finalizar a análise dos novos inquéritos remetidos ao órgão pela Polícia Civil de Santa Maria referentes ao caso da boate Kiss. De acordo com os promotores envolvidos na análise do trabalho de investigação, o prazo inicial, previsto para se encerrar no dia 18, acabou ficando apertado para o estudo das cerca de 4 mil páginas dos dois novos inquéritos. O promotor Joel Dutra, responsável por essa análise junto com o promotor Maurício Trevisan, explica que o trabalho acumulado junto à 1ª Vara Criminal de Santa Maria, referente a outros crimes, também gera o atraso.

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Agora, o MP espera que a análise do inquérito – que indiciou 18 pessoas por 22 crimes diferentes – seja concluída até o começo de setembro. Após o indiciamento (que coube à Polícia Civil), é tarefa do Ministério Público aceitar ou não essa decisão e, posteriormente, encaminhar à Justiça esse posicionamento. Caso opte por acusar os indiciados, eles se tornarão réus no caso da boate e serão julgados pela Justiça. Nas novas investigações, desenvolvidas em separado às que colocaram quatro pessoas no banco dos réus acusadas de homicídio doloso, foram apuradas possíveis responsabilidades criminais de ordem administrativa e ambiental.

Além disso, Dutra também reforça que o prazo dado à Brigada Militar (BM) para que complemente os dados repassados à promotoria referentes às investigações que trataram da liberação dos alvarás e dos equipamentos disponíveis na noite do incêndio foram estendidos até a metade de setembro. Ainda em julho, o MP finalizou a análise primária desses dados e considerou a apuração da BM como incompleta, o que levou o órgão a pedir mais informações dentro no prazo de 60 dias. Dutra fala que o MP precisa ter embasamento para analisar se houve falhas na liberação dos alvarás simplificados que permitiram o funcionamento da casa noturna e também para avaliar se os bombeiros que atuaram na noite da tragédia careciam de equipamentos adequados para a ação.

O incêndio na boate Kiss deixou 242 mortos e mais de 600 feridos na noite de 27 de janeiro de 2013. Um artefato pirotécnico utilizado por uma banda que fazia show no local foi o motivo que desencadeou as chamas.

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