Porto Alegre, quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

  • 18/08/2014
  • 16:40
  • Atualização: 18:05

Confiança do empresário industrial para de cair pela primeira vez em cinco meses

Apesar da melhora, os empresários continuam receosos em relação à economia brasileira

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  • Agência Brasil

Pela primeira vez em cinco meses, a confiança do empresário industrial parou de cair. Segundo números divulgados nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) ficou em 46,5 pontos em agosto, apenas 0,1 ponto percentual acima do nível registrado em julho.

Apesar da melhora, os empresários continuam receosos em relação à economia brasileira. Os valores do Icei variam de 0 a 100. Indicadores abaixo de 50 pontos revelam falta de confiança do empresário.

Nos últimos 12 meses, o Icei continua a apontar deterioração das expectativas do setor industrial. Em agosto do ano passado, o indicador tinha ficado em 52,5 pontos. Em relação à média histórica, a disparidade ainda é maior. Desde agosto de 2011, o índice costuma registrar 57,4 pontos mensais.

Segundo a pesquisa, a confiança é menor na indústria de transformação, que registrou Icei de 45,2 pontos. O índice ficou em 48,2 pontos na indústria de construção e superou 50 pontos somente entre os empresários da indústria extrativa (50,2 pontos).

Entre os 27 setores da indústria de transformação, somente as indústrias farmacêutica, de alimentos e de bebidas registraram confiança em relação à economia do país. Nos três segmentos, o índice ficou acima de 50 pontos.

Em relação ao tamanho das empresas, a falta de confiança é generalizada. O melhor índice foi registrado nas grandes indústrias, com 47,5 pontos. Mesmo assim, o indicador permaneceu abaixo de 50 pontos. O Icei alcançou 46,5 pontos nas pequenas indústrias. Nas médias empresas, a falta de confiança é maior, com índice de apenas 44,7 pontos.

O CNI fez o levantamento entre 1º e 12 de agosto com 2.763 empresas de todo o país, das quais 1.056 são de pequeno porte, 1.049 são médias e 658 são de grande porte. A CNI não revelou os motivos da falta de confiança, apenas perguntou aos empresários se eles estão otimistas com a economia do país.

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