Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 18/08/2014
  • 22:57
  • Atualização: 23:07

Ex-prefeito do Rio, Cesar Maia tem candidatura ao senado negada

TRE-RJ entendeu que político está enquadrado na Lei da Ficha Limpa

TRE-RJ entendeu que político está enquadrado na Lei da Ficha Limpa | Foto: José Ernesto/CP Memória

TRE-RJ entendeu que político está enquadrado na Lei da Ficha Limpa | Foto: José Ernesto/CP Memória

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  • Agência Brasil

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, teve a candidatura ao Senado indeferida na noite desta segunda-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Candidato pelo DEM, Maia foi prefeito entre 1993 e 1996 e depois cumpriu dois mandatos entre 2001 e 2008. Em 2012, foi eleito vereador.

De acordo com o TRE-RJ, o político foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa por uso de dinheiro público para financiar a construção da Igreja de São Jorge, no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Os suplentes na chapa de Cesar Maia, Ronaldo Cezar Coelho (PSD) e Jorge Coutinho (PMDB), tiveram as candidaturas indeferidas por problemas na documentação.

A assessoria de César Maia informou que “nada muda” na disputa eleitoral, pois existe a possibilidade de recursoo  ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nota ressalta que “o TSE já decidiu casos idênticos entendendo de outra maneira, inclusive o próprio presidente atual do TSE”. O candidato ao Senado informa que continuará em campanha.

No julgamento, o TRE-RJ também indeferiu por improbidade administrativa as candidaturas para deputada federal da ex-prefeita de São Gonçalo Maria Aparecida Panisset (PDT) e do ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi (PMDB), que concorre ao cargo de deputado estadual. Os 14 processos de registros de candidatura que faltam ser julgados serão analisados na quarta-feira a partir das 18h.

Também pela Lei da Ficha Limpa, foi impedida a candidatura à reeleição do deputado federal Paulo Feijó (PR), envolvido com a Máfia dos Sanguessugas, esquema descoberto em 2006 que desviava dinheiro público para a compra de ambulâncias. Ao todo foram indeferidos 43 pedidos de registro. Caso recorram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos podem continuar a fazer propaganda eleitoral até o julgamento definitivo em Brasília.


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