Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 19/08/2014
  • 13:39
  • Atualização: 14:42

Israel suspende negociações sobre cessar-fogo em Gaza

Foguetes lançados da Faixa de Gaza atingiram o sul do país

Artefatos caíram em áreas abertas nas proximidades da cidade de Beersheva | Foto: Thomas Coex / AFP / CP

Artefatos caíram em áreas abertas nas proximidades da cidade de Beersheva | Foto: Thomas Coex / AFP / CP

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Israel suspendeu nesta terça-feira as negociações com facções palestinas no Cairo depois de três foguetes lançados da Faixa de Gaza terem caído no sul do seu território, interrompendo o cessar-fogo cujo objetivo era permitir que os negociadores chegassem a uma trégua de longo prazo.

As forças de defesa de Israel disseram que os foguetes caíram em áreas abertas nas proximidades da cidade de Beersheva, na tarde desta terça-feira (horário local). Não havia relatos de danos provocados pelos artefatos. O Exército de Israel afirmou que retaliou o ataque em questão de minutos e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu chamou de volta sua delegação de negociadores no Cairo.

Os disparos aconteceram horas depois de Israel e facções palestinas terem retomado as negociações para um cessar-fogo. Na noite dessa segunda-feira, os dois lados aceitaram uma proposta de mediadores egípcios para prolongar a trégua até a meia-noite desta terça-feira (horário local, 18h em Brasília), o que daria algumas horas a mais para se chegar a um acordo.

Durante as negociações indiretas, Israel e os palestinos buscaram retratar o outro lado como intransigente. Izzat AlRisheq, graduada autoridade do Hamas e delegado nas negociações no Cairo, expressou seu pessimismo sobre a possibilidade de mais conversações levarem a um acordo mais duradouro. "Não há progresso real nas negociações e elas enfrentam verdadeiros obstáculos", disse ele à emissora de televisão Al Jazeera.

Os dois lados também afirmaram publicamente que não recuariam em suas exigências durante as negociações. O Hamas quer um final para o bloqueio econômico ao território costeiro imposto por Israel e pelo Egito. Israel exige a desmilitarização do território.

Netanyahu havia advertido na segunda-feira que as forças de defesa do país estavam preparadas para uma "ação muito agressiva" se os lançamentos de foguetes e morteiros de Gaza fossem retomados. Em comentários feitos à Al Jazeera, Risheq também usou um tom combativo. "Não queremos a retomada da guerra, mas se o inimigo israelense continuar a ser evasivo, então todas as opções perante o nosso povo estão abertas", disse ele.

Robert Serry, enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, pediu que os negociadores concordassem com um trégua duradoura para que a reconstrução em Gaza pudesse ser iniciada. "Gaza precisa urgentemente de casas, hospitais e escolas, não de foguetes, túneis e conflito", afirmou Serry ao Conselho de Segurança da ONU nessa segunda.





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