Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 19/08/2014
  • 15:47
  • Atualização: 17:13

Polícia paraguaia vai assumir investigação sobre caso de gaúchos assassinados

Polícia Civil e Federal do RS devem colaborar com investigações e auxiliar no traslado dos corpos

  • Comentários
  • Ananda Müller / Rádio Guaíba

As investigações referentes ao caso de dois jovens de Bento Gonçalves, na Serra, que foram assassinados no Paraguai devem ficar a cargo da polícia do país vizinho. A Polícia Civil de Bento Gonçalves deve colaborar e encaminhar os dados que foram coletados até o momento para os investigadores paraguaios, mas a responsabilidade em averiguar os fatos fica do outro lado da fronteira. Lucas Morini, de 23 anos, e Dionatan Cordova Dias, de 28, foram encontrados mortos no dia 27 de julho. Porém, a informação só chegou à polícia brasileira na última segunda-feira, 22 dias depois.

Os jovens saíram para viajar na sexta-feira e desaparecem na noite do dia seguinte. Imagens de câmeras de segurança mostraram os jovens entrando no Paraguai através da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. A dupla passa no local por volta das 10h da manhã do sábado e retorna pelo mesmo local às 11h30min. A partir da noite do sábado, não houve mais contato com familiares e a polícia foi acionada. Os corpos, baleados, foram encontrados em uma estrada distante cerca de 45 km da cidade de Itakyry, na manhã do domingo, mas apesar do cruzamento de dados entre as polícias a informação só chegou ao Brasil nessa segunda-feira.

Familiares dos jovens fizeram o reconhecimento dos corpos através de imagens, e agora uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Federal brasileiras deve dar suporte para que os parentes possam ir até o Paraguai para realizar a liberação dos corpos e fazer o traslado para o Rio Grande do Sul. De acordo com Douglas dos Santos, escrivão da 1ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves, não há informações sobre o que foi feito com os corpos dos jovens: a polícia paraguaia disponibilizou as imagens, mas ainda não se sabe se eles estão conservados em necrotério ou se foram enterrados como indigentes. Ainda não há suspeitos para o crime.

Bookmark and Share