Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 19/08/2014
  • 20:10
  • Atualização: 20:15

Lixão onde ossos foram descartados, em Rosário do Sul, não tinha licença ambiental

Polícia ainda espera laudo pericial para comprovar se existe material humano entre resíduos

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  • Rádio Guaíba

Alvo de investigação policial pelo suposto descarte irregular de ossos humanos, o lixão de Rosário do Sul, no Centro do Estado, não dispõe de autorização para armazenar qualquer espécie de resíduo há mais de um ano. A informação foi repassada pela titular da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), delegada Roberta Bertoldo da Silva. A licença, nesses casos, é emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Além de investigar o crime de poluição ambiental, Roberta espera a chegada de laudos periciais para ratificar que os ossos coletados no lixão eram mesmo material humano. Segundo denúncia averiguada pela Brigada Militar da cidade, caminhões da Prefeitura de Rosário do Sul fizeram o suposto despejo de materiais retirados de sepulturas do Cemitério Municipal. A Polícia Civil local já confirmou a existência de caixões, ossos e roupas no local.

A titular da Dema adiantou que, em caso de confirmação das irregularidades, a prefeitura pode ser responsabilizada pelos crimes de descarte irregular e poluição ambiental. A pena para a segunda infração chega a quatro anos de prisão, em regime fechado. Já a punição por depósito ilegal é branda e pode ser convertida em multa.

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