Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 20/08/2014
  • 14:21
  • Atualização: 14:52

Obama pede esforço conjunto para eliminar o "câncer" do terror jihadista

Presidente dos EUA disse que o mundo ficou chocado com a execução do jornalista americano

Obama diz que o mundo está chocado com execução de jornalista | Foto: Nicholas Kamm / AFP / CP

Obama diz que o mundo está chocado com execução de jornalista | Foto: Nicholas Kamm / AFP / CP

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  • AFP

O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira um esforço conjunto para eliminar o "câncer" do terror jihadista do Iraque e da Síria, depois que militantes do Estado Islâmico (EI) assassinaram um jornalista americano.

"Uma coisa com a qual todos podemos concordar é que um grupo como o EIIL não tem lugar no século 21", declarou, citando a sigla utilizada anteriormente pelo grupo, que se identificava como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Obama declarou que o mundo inteiro ficou chocado com a decapitação do jornalista James Foley, de 40 anos, que foi filmada e divulgada na internet por combatentes do EI. Ele afirmou que a organização não é porta-voz de nenhuma religião verdadeira, e ameaça tanto muçulmanos quanto não muçulmanos.

"Suas vítimas são em sua maioria muçulmanas e nenhuma fé ensina as pessoas a massacrar inocentes. Nenhum Deus justo apoiaria o que eles fizeram ontem e o que eles fazem todos os dias", disse Obama.

O presidente declarou ter conversado com os pais de Foley, um jornalista freelancer que trabalhava para o GlobalPost, para a AFP e para outros meios de comunicação antes de ser sequestrado, há dois anos, e "disse a eles que todos estão com o coração partido por sua perda".

• Casa Branca confirma autenticidade de execução de jornalista
• Jihadistas sírios mostram suposta execução de jornalista americano

Outra liderança mundial que se manifestou sobre a morte do jornalista americano foi o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Ele condenou de forma enérgica o assassinato, classificado por ele de crime abominável.

Nesta quarta-feira, a Casa Branca confirmou a autenticidade do vídeo mostrando a execução do jornalista James Foley por militantes do Estado Islâmico (EI). Chegamos à conclusão de que este vídeo é autêntico", informou Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em um comunicado.


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