Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 20/08/2014
  • 14:30
  • Atualização: 16:07

Ministério Público define eleição dos rodoviários para novembro

Votação será realizada nos dias 2 e 3 de novembro no Tesourinha

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou nesta terça-feira as datas da eleição do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivos e Seletivos Urbanos de Passageiros da Cidade de Porto Alegre. O pleito será realizado  das 16h do dia 2 às 16h do dia 3 de novembro no Ginásio Municipal Tesourinha.  O procurador do Trabalho Noedi Rodrigues da Silva será o gestor do processo eleitoral.

De acordo com o MPT, a Comissão Eleitoral irá proclamar o resultado e vai dar posse à diretoria eleita logo após o pleito. O comunicado afirma que a atual gestão do sindicato terá que passar de imediato as chaves da sede e toda a documentação da entidade aos eleitos.

Os trabalhadores têm até 20 dias a contar da publicação do edital no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT), prevista para esta sexta-feira, para regularizar suas situações no quadro social do sindicato. Terão direito a votos e a ser candidatos os trabalhadores que preenchem as condições previstas no estatuto da entidade, os refiliados, os que se filiaram ao sindicato após as eleições de 2011, observado o prazo de carência de seis meses, e os aposentados desde que preenchidos os requisitos do art. 7º, § 1º, do Estatuto.

Pelo menos cinco chapas vão disputar a eleição


Pelo menos cinco chapas vão disputar a liderança do Sindicato dos Rodoviários. Elas serão encabeçadas por dois líderes da greve que ocorreu entre janeiro e fevereiro; pelo vice-presidente da atual gestão, que foi expulso do Sindicato, um nome indicado pela atual presidência e a chapa MIR (movimento independente rodoviário), encabeçada por Álvaro Araújo, que ainda corre para fechar a chapa e entrar na disputa.

O delegado sindical Luiz Afonso Martins, líder do grupo Oposição de Esquerda Unidade Rodoviária, é favorável às greves mais radicais. Na paralisação do início do ano, o pré-candidato esteve ligado ao Bloco de Luta pelo Transporte Público. “A greve é um instrumento legítimo dos trabalhadores. Enxergamos como muito importante o apoio dos movimentos sociais à nossa causa, que também reflete na sociedade”, afirmou à Rádio Guaíba.

Mais moderado, Gerson Assis, que exerceu a presidência interina da entidade sindical durante dois anos, na gestão 2002-2006, foi expulso da atual direção após atritos no ano passado. Ele é contrário à interferência de movimentos que não pertençam aos rodoviários, como é o caso do Bloco de Luta. “O sindicato está completamente sem rumo com muitos grupos interferindo naquilo que precisa ser decidido pelos trabalhadores”, destacou.

Ainda serão candidatos Alceu Weber, que presidiu a Comissão de Greve durante as negociações com as empresas de transporte público, e Adair da Silva, indicado por Júlio Gamaliel, atualmente afastado da presidência do sindicato para concorrer à Assembleia Legislativa. A última eleição ocorreu em 2011 também em meio a um processo judicial.

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