Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 20/08/2014
  • 15:28
  • Atualização: 15:29

Conselho de Ética aprova pedido de cassação do mandato de André Vargas

Parlamentar já adiantou que vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e também ao STF

Parlamentar é investigado por manter relações com o doleiro Alberto Youssef | Foto: José Cruz / Abr / CP

Parlamentar é investigado por manter relações com o doleiro Alberto Youssef | Foto: José Cruz / Abr / CP

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  • Agência Brasil

Por unanimidade o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o pedido de cassação do mandato de André Vargas (sem partido-PR).

O relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), foi apresentado no último dia 5 recomendando a punição do parlamentar investigado por manter relações com o doleiro Alberto Youssef e por intermediar, com o Ministério da Saúde, contratos em favor do laboratório Labogen, de Youssef.

Delgado esperava ter aprovado o parecer no início do mês, mas o pedido de vista por quatro parlamentares adiou a a análise do caso por duas sessões do plenário. A expectativa era que o parecer fosse votado somente em setembro. Com a decisão, Vargas pode recorrer em cinco dias úteis à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com efeitos suspensivos.

O ex-deputado garantiu, no colegiado, que não houve quebra de decoro e antecipou, no início deste mês, que vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e também ao Supremo Tribunal Federal (STF) por considerar que houve cerceamento de seu direito de defesa.

No início da tarde, para tentar ganhar tempo e formar o quórum mínimo de 11 parlamentares presentes, o colegiado inverteu a ordem da pauta e antecipou o depoimento do gerente da agência da Caixa Econômica Federal no Anexo 4 da Câmara dos Deputados, Douglas Alberto Bento.

Bento não pôde dar detalhes solicitados pelos parlamentares sobre as contas do do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), que está sendo investigado pelo conselho, e de seu chefe de gabinete, Vanilton Bezerra. O gerente, que foi indicado como testemunha pela defesa de Argôlo, alegou sigilo bancário e negou manter relações pessoais com o parlamentar.

A falta de esclarecimentos gerou críticas e acusações de que a defesa do parlamentar investigado estaria protelando o caso. O relator do processo contra Argôlo, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), decidiu convidar, pela última vez as testemunhas de defesa que ainda não compareceram e marcou para o dia 2 de setembro a próxima reunião sobre o caso. A instrução seguirá até o dia 10 de setembro e, em seguida, será apresentado o relatório para que o colegiado vote.

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