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21/08/2014 08:54 - Atualizado em 21/08/2014 09:04

Marcha complica trânsito na área central de Porto Alegre

Moradores do bairro Rubem Berta protestam contra reintegração de posse

Marcha chegou às 9h ao Largo Glênio Peres
Crédito: Bibiana Borba / Especial / CP

Depois de protesto que bloqueou esquina das avenidas Ipiranga com Érico Veríssimo por cerca de 30 minutos em Porto Alegre nesta quinta-feira, os manifestantes contrários à reintegração de posse no bairro Rubem Berta, saíram em caminhada pelas ruas da Capital em direção à Prefeitura de Porto Alegre.

A marcha chegou à avenida Borges de Medeiros por volta das 8h20min e às 9h ao Largo Glênio Peres, causando transtornos ao transporte público, já que ônibus e lotações não podem desviar a rota, e também aos motoristas desavisados. As filas de trânsito lento se estenderam em direção à avenida Salgado Filho e a avenida Perimetral foi uma alternativa de desvio para desafogar o trânsito.

Reintegração de Posse

O protesto é contra a reintegração de terrono no bairro Rubem Berta, na zona Norte. A intenção das manifestações é evitar a retomada do local, marcada para semana que vem.

De acordo com a representante da Cooperativa Marcos Klassmann, Elisete Vargas, os manifestantes pedem o direito de resposta a um jornal da Capital, que, segundo Elisete, teria denegrido a imagem da comunidade. "Eles denegriram a minha imagem afirmando que sou traficante, homicida e que eu estaria extorquindo os moradores. Se eu estivesse relacionada com isso, eu não estaria sendo apoiada por todos. São 450 famílias envolvidas e não temos para onde ir", afirmou em entrevista à Rádio Guaíba.

Elisete afirmou que a prefeitura ainda não indicou um local alternativo para o deslocamento dos moradores. "É bom deixar claro que nós temos as nossas casas construídas e não são barracos. Não posso dizer que vivemos dignamente porque não temos esgoto, mas conseguimos construir com o nosso esforço", acrescentou. "Muitos fizeram financiamentos para sair do aluguel", explicou.

O terreno no bairro Rubem Berta pertenceria a um grupo de advogados e somente agora foi reivindicado. A ação de reintegração deve ocorrer na próxima semana com o auxílio da Brigada Militar (BM).

*Com informações da repórter Bibiana Borba

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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