Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 21/08/2014
  • 16:09
  • Atualização: 16:22

Ministério da Agricultura divulga lotes de leite gaúcho adulterado em SC

Órgão não revelou onde o produto, em parte vindo do Estado, foi distribuído

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  • Ananda Müller/Rádio Guaíba

O Ministério da Agricultura (Mapa) divulgou nesta quinta-feira os lotes dos produtos considerados impróprios para consumo por adulteração no leite em Santa Catarina. Foram investigadas as empresas Laticínios Mondaí Ltda, localizado no município de Mondaí/SC, a Cooperativa Agroindustrial e Laticínios Lajeadense, de Lajeado Grande/SC, e a Cooperativa Agroindustrial e Laticínios Lajeadense, antigo Laticínios Cordilat Ltda, com sede no município de Ponte Serrada/SC.

Pela Cooperativa Agroindustrial e Laticínios Lajeadense, os lotes 847, 848, 849, 850 e 854 são inadequados para o consumo. Já a empresa Laticínios Mondaí teve os lotes 54, 59, 67 e 71 interditados e proibidos para uso.

A operação Leite Adulterado I e II foi deflagrada em Santa Catarina na terça-feira passada. A partir de investigações originadas em 2012, envolvendo o Ministério Público (MP) catarinense, a Polícia Civil e o próprio Ministério, 20 pessoas foram presas pela suspeita de participação em fraudes referentes à adulteração de leite em Santa Catarina. De acordo com os dados do comunicado, as primeiras denúncias chegaram no ano retrasado e os principais produtos encontrados nas amostras analisadas foram peróxido de hidrogênio (água oxigenada), soda cáustica, álcool etílico e citrato (ácido cítrico). O Mapa, porém, ainda não revela para onde esse leite, em parte oriundo do Rio Grande do Sul, foi distribuído.

Através do uso de escutas, a polícia comprovou o uso rotineiro de substâncias fraudadoras para mascarar a qualidade do leite. Imagens também foram anexadas à investigação como prova da adição de substâncias irregulares ao leite nos locais de produção. 

A partir da constatação das irregularidades, o Ministério da Agricultura interditou linhas de leite cru pré-fabricado, instaurou Regime Especial de Fiscalização em todas as empresas envolvidas, além de coleta de amostras de todo o leite cru refrigerado que chegou às plataformas das empresas para industrialização. Também foram recolhidas amostras dos produtos industrializados existentes nos estoques das empresas (estes lotes apenas serão liberados após análise laboratorial).

O promotor Mauro Rockenbach, que atuou nas investigações, informou na terça-feira, que o leite teve origem no Rio Grande do Sul, mas não sofreu adulterações em solo gaúcho. Todos os procedimentos ilegais foram realizados em Santa Catarina. As investigações tiveram duração de cinco meses e focaram os trabalhos em empresas de transporte, de resfriamento e processadoras de laticínios.

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