Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 21/08/2014
  • 18:35
  • Atualização: 18:37

Advogados de Evandro e Edelvânia garantem participação na primeira audiência do caso Bernardo

Pai e madrasta de menino, assassinado em abril, receberam aval para não comparecer ao Fórum

  • Comentários
  • Ananda Müller/Rádio Guaíba

Após Graciele Ugulini e Leandro Boldrini receberem aval da Justiça para não comparecerem à primeira audiência sobre o caso da morte do menino Bernardo, os advogados dos irmãos Evandro e Edelvânia Wirganovickz garantem que os réus estarão presentes. Os quatro são suspeitos de participação no assassinato de Bernardo Boldrini, de onze anos, em 4 de abril. Todos estão presos desde que o crime veio a público, dez dias depois.

Leia mais sobre o caso Bernardo 

O advogado de Edelvânia, Demetryus Grapiglia, garante que a cliente vai participar da audiência. Em referência aos pedidos de Graciele e Leandro, ele disse considerar uma “covardia”. O defensor de Evandro, Hélio Sauer, igualmente garante a presença do réu na audiência, apenas ressaltando que deve pedir à Justiça que ele não permaneça na mesma área que os demais acusados, nem mesmo da irmã.

A audiência ocorre na terça-feira, no município de Três Passos, onde Bernardo vivia com o pai e com a madrasta. Legalmente, é direito dos réus pedir autorização para não participarem de audiências nas quais não serão ouvidos, e foi o que Graciele e Leandro acabaram fazendo. O magistrado deu aval ao pedido e eles não precisarão comparecer ao fórum.

Relembre o caso:

Bernardo, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril, em Três Passos, e teve o corpo encontrado na noite do dia 14, em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta Graciele Ugulini, admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada.

O pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O juiz de Três Passos transformou os quatro em réus, em 16 de maio.

A Polícia sustenta a tese de que Graciele e Edelvânia executaram o homicídio usando doses do medicamento Midazolan – a madrasta porque entendia que o menino era um ‘estorvo’ para o relacionamento entre ela e Leandro Boldrini, e Edelvânia em troca de dinheiro, para comprar um apartamento. Ainda segundo a Polícia, Boldrini também teve participação na morte fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já Evandro se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.

Bookmark and Share