Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 21/08/2014
  • 19:50
  • Atualização: 19:55

Ibama estima que macacos-prego desapareçam da divisa de Porto Alegre com Alvorada

Cheia do arroio Feijó é a principal razão apontada

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

Depois que macacos-prego foram vistos entre residências do bairro Rubem Berta, na zona Norte da Capital, o Ibama e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) passaram a avaliar as causas da saída do grupo de animais das zonas de mata do município. Além da expansão da construção civil na região, a principal razão pode ser a cheia do Arroio Feijó, na divisa com Alvorada. O responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, Paulo Wagner, afirmou que as populações de macacos tendem a desaparecer da região.

“Infelizmente não temos um bom prognóstico. É uma região muito complicada para os animais. Há diversas ocupações irregulares e o crescimento de condomínios residenciais, além das cheias do arroio. Os animais são sempre o lado mais fraco da corda. Acho muito difícil a manutenção deles nessas condições”, destacou.

O macaco-prego é um animal silvestre nativo nas regiões de mata de Porto Alegre. Além da presença da espécie na divisa com Alvorada, os animais podem ser encontrados em pequenos grupos no Morro Santana e Morro da Glória, na zona Leste. Depois que macacos foram encontrados no Rubem Berta, alguns foram mortos pela polução e um foi capturado pelo Ibama. Os macacos-prego vivem em pequenos grupos devido à expansão da cidade e podem apresentar problemas genéticos devido à dificuldade de cruzamento de linhagens.

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