Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 21/08/2014
  • 22:14
  • Atualização: 22:32

PMDB vai insistir com Simon, Rigotto, Ibsen e Fogaça para disputa pelo Senado

Cairoli admitiu desconforto com a presença de Marina à frente da chapa à presidência

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  • Voltaire Porto/Rádio Guaíba

A presença, em Porto Alegre, do agora candidato do PSB a vice-presidente da República Beto Albuquerque não conseguiu resolver, de imediato, o impasse sobre quem vai ocupar a vaga de candidato ao Senado pela coligação liderada pelo PMDB no Rio Grande do Sul. Depois dele aceitar ser vice de Marina Silva na corrida presidencial, ainda não há substituto ao até então candidato ao Senado.

Beto se reuniu, nesta quinta-feira, Hoje, com lideranças do PMDB, entre elas o candidato ao governo gaúcho José Ivo Sartori e o vice, José Paulo Cairoli, que é do PSD. Sartori garantiu que a indicação vai ficar sob a responsabilidade do PMDB, mas que o anúncio só sai na próxima terça-feira. “Não vamos nos precipitar com nomes, até lá teremos tempo hábil para encontrar uma solução. Insistiremos com Pedro Simon e Germano Rigotto. Já Ibsen Pinheiro e José Fogaça também são nossas possibilidades porque disputaram a pré-candidatura ao Senado”, explicou Sartori.

Enquanto a coligação não define um substituto para Beto Albuquerque, o presidente estadual do PMDB já desenhou alternativas para ocupar o espaço de rádio e TV. Edson Brum esclarece que as propostas defendidas pelo representante do PSB vão ter prosseguimento. “Nós vamos ocupar o espaço com mensagens com aquilo que o Beto vinha propondo, de um verdadeiro senador para o Rio Grande do Sul. Não um senador para o partido. Vamos preparar para aquele que vai assumir, a partir de terça-feira”, adiantou.

Já Beto Albuquerque afirmou que as críticas em relação aos posicionamento de Marina Silva, veiculadas pela imprensa, são exageradas. A resposta se referia à postura de embate com o agronegócio e de participação ativa nas mudanças do novo Código Florestal, assim como a defesa das demarcações de terra para comunidades indígenas. “Marina luta pelo desenvolvimento sustentável e por outras alternativas de geração de energia, como a solar, que só é explorada em Pernambuco por causa (do governo) de Eduardo Campos. Vamos respeitar a gestão de recursos hídricos e nossas propostas já foram apresentadas para a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária. Nosso plano de governo é o mesmo de Eduardo Campos”, salientou.

Beto disse apostar na vitória de Marina e revelou que a coligação recebeu números revelando um empate entre ela e Dilma Roussef, com ambas perfazendo 35% das intenções de voto e Aécio Neves, do PSDB, 16%. Já o candidato a vice governador do PSD, José Paulo Cairoli, com origens no primeiro setor e na iniciativa privada, admitiu hoje que a presença de Marina à frente da chapa nacional causou um desconforto inicial, mas disse que, com o ingresso de Beto como vice, a situação foi amenizada. Ele revelou, porém, que chegou a cogitar a desistência de disputar o cargo de vice.

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