Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 22/08/2014
  • 16:50
  • Atualização: 17:19

Hospitais de Porto Alegre voltam a apresentar superlotação

Orientação é que casos que não sejam graves procurem as unidades de saúde

Superlotação nos hospitais de Porto Alegre | Foto: Paulo Nunes

Superlotação nos hospitais de Porto Alegre | Foto: Paulo Nunes

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  • Jezica Bruno / Correio do Povo

A superlotação nos hospitais da Capital voltou a assombrar a população. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) nesta sexta-feira o número de pacientes atendidos na ala de adultos era quase três vezes superior à capacidade. O Setor de Emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) está sob restrição máxima de atendimentos devido à superlotação. São 119 pacientes para 41 leitos. Na unidade pediátrica, são 15 para nove leitos. Neste cenário, só estão sendo atendidos casos graves com risco de morte e que são encaminhados com a regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

No Hospital São Lucas, da PUCRS, também há superlotação. Na Emergência, são 45 adultos para 13 leitos e há restrições no atendimento. Na unidade pediátrica são seis crianças para seis leitos. No Grupo Hospitalar Conceição (GHC), são 130 adultos para 64 leitos e 14 crianças para 14 leitos.

Já no Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia, na Emergência do Hospital Santa Clara, a ala de adultos registra 41 pessoas para 26 vagas. No Hospital da Criança Santo Antônio, foram registrados nove pacientes para 13 leitos.

De acordo com o gerente operacional da Emergência do HCPA, José Pedro Prates, a superlotação é um problema crônico que vem sendo enfrentado há anos em Porto Alegre. “Nossa situação tem ainda picos de piora no inverno. Algumas pessoas ficaram até quatro dias sentadas a espera de um leito”, afirmou.

Para desafogar a Emergência o HCPA conta com a unidade Álvaro Alvim que possui 30 leitos para abrigar os pacientes. No entanto, ela ainda não é suficiente para resolver o problema. Para Prates faltam também unidades de Pronto-Atendimento. “Não temos estrutura suficiente e ainda recebemos pessoas de fora”, esclareceu. Cerca de 30% dos pacientes atendidos são da região Metropolitana.

A orientação é de que, para os que não apresentam problemas graves de saúde, busquem atendimento nas unidades de saúde. “A prioridade da Emergência no momento é atender pacientes de alto risco, que estejam em tratamento contra o câncer ou sejam cardíacos”, alertou.

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