Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 22/08/2014
  • 22:51
  • Atualização: 23:02

Ex-diretor da Petrobras decide fazer delação premiada

Paulo Roberto Costa está preso há dois meses por suspeitas de corrupção e desvio de recursos

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O presidente do Democratas, senador Agripino Maia (DEM-RN), afirmou nesta sexta-feira que o ex-diretor da Área de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa pode contribuir para abrir a "caixa preta" da companhia. Pouco antes, o blog do jornalista Fausto Macedo, no site do estadao.com, revelou que Costa decidiu fazer uma delação premiada após se reunir nesta sexta-feira com a advogada criminalista Beatriz Catta Preta, da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná. Ele está preso desde junho por envolvimento em suspeitas de corrupção e desvio de recursos investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. 

Na iminência de sofrer condenações decorrentes da ação judicial, Costa considera que não tem a menor chance de sair da prisão tão cedo. E quer preservar a família, que se tornou alvo da Lava Jato. "É importante que a caixa preta da Petrobras seja aberta. E ele pode dar uma contribuição", afirmou o presidente do DEM. "Agora é preciso que a contribuição do delator venha acompanhada de provas irrefutáveis", ponderou Maia, que é coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB).

Agripino Maia lembrou que, em junho, o ex-diretor da estatal depôs na CPI da Petrobras do Senado e negou qualquer envolvimento nas irregularidades sob investigação da comissão de inquérito e da PF. Um dia depois, ele foi preso novamente pela polícia e está detido desde então. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), afirmou que Costa, com a delação, pode "ajudar muito a passar a limpo a Petrobras". Questionado se o ex-diretor - que chegou ao cargo e contou com o apoio de parlamentares do PP, PMDB e PT - poderia envolver políticos, Bueno defendeu que ele "fale tudo e não deixe nada encoberto".

Para Bueno, Costa tem que dizer o que aconteceu, mesmo que envolva deputados e senadores. "A delação não pode ser restrita. Se, por ventura, aparecerem parlamentares envolvidos, eles precisam responder por isso", afirmou o líder do PPS, um dos mais atuantes na CPI mista da Petrobrás. A reportagem não conseguiu localizar, por telefone, o relator da CPI mista, deputado Marco Maia (PT-RS) nem o presidente das duas comissões de inquérito, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), para comentar a decisão do ex-diretor.

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